Recentemente, o Governo lançou o Orçamento de Estado para 2008, e o PIDDAC que, em relação ao ano anterior, prevê uma redução de 26 por cento, para o distrito, voltou a levantar as vozes de descontentamento a alguns autarcas de Municípios vila-realenses. Os socialistas garantem que o plano regionalizado é, apenas, uma parte do investimento público no distrito e que os autarcas estão a “enganar as populações do distrito, com a demagogia do costume”.
“O Orçamento de Estado (OE) para 2008 prevê um crescimento das transferências para todos os Municípios do Distrito de Vila Real, de cinco por cento relativamente ao ano anterior”, contabilizou Rui Santos, Presidente da Federação Distrital do Partido Socialista, no dia 29, altura em que sublinhou que “a visão redutora” de alguns autarcas sobre o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) não passa de pura “demagogia política”.
Segundo os socialistas, nos 51,9 milhões de euros contemplados no PIDDAC regionalizado para Vila Real, “estão previstos projectos de enorme importância e relevo”. No entanto, estes “constituem uma pequena parte do investimento no distrito” isso tendo em conta que “os denominados Programas Operacionais dos Ministérios não aparecem numa óptica regionalizada e reflectem mais de 85 por cento do investimento real no Território”.
O OE para 2008 “prevê um crescimento das transferências para todos, repito todos, os Municípios do distrito de Vila Real, de cinco por cento, relativamente ao ano anterior, passando de um valor global de 93. 549. 326 de euros para 98. 266. 793 euros”, contabilizou Rui Santos, lamentando que “os deputados do PSD e os autarcas do costume, desse partido, sem nada saber, ou pior, talvez sabendo, mas, propositadamente esquecendo, vieram tentar enganar as populações do distrito, com a demagogia do costume”.
O mesmo responsável político lembrou vários projectos e medidas do Governo para o distrito que não estão contabilizadas no Plano de Investimentos, nomeadamente, “os sete milhões de euros, para a remodelação da consulta externa e construção do Bloco Operatório Ambulatório em Chaves e construção do edifício ambulatório e internamento em Vila Real, do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro”, o investimento de cerca de um milhão de euros no desenvolvimento da “Rede de Cuidados Continuados de Vila Pouca de Aguiar; Unidade de Saúde Familiar em Vila Real; obras e equipamentos em Montalegre e material informático em vários Centros de Saúde”, ou, ainda, “os mais de 28 milhões de euros no sector de águas residuais e abastecimentos de água, em vários concelhos do distrito”.
Paula Barros, deputada socialista, eleita pelo círculo de Vila Real, lembrou, ainda, que este OE “incluiu incentivos fiscais às empresas que venham a instalar-se no interior e àquelas que já cá estão” permitindo uma “verdadeira política de coesão nacional e social”.
“Fazendo uma revisão do Plano Nacional Rodoviário, nos últimos 15 anos, todas as obras foram lançadas, projectadas e concretizadas, por governos socialistas”, defendeu, ainda, o deputado do PS, Jorge Almeida, recordando que, por exemplo, os investimentos, ao nível das novas acessibilidades, não estão incluídos no PIDDAC.
Desdramatizando os números do PIDDAC regionalizado que apontam para uma redução superior a 25 por cento, relativamente ao Plano de Investimentos do ano passado, para o distrito, Rui Santos e os dois deputados socialistas defenderam que “este instrumento seja revisto, em sede do Governo”.
Maria Meireles





