Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

Suspensão das corridas não alteram plano de construção do PADDOCK

No ano em que se completará 80 anos do início do roncar dos motores no Circuito de Vila Real, a histórica prova poderá não se realizar. Apesar da contenção nos gastos para a realização das corridas, a autarquia garante que o PADDOCK vai ser uma realidade.

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“O projecto do PADDOCK é para continuar”, garantiu Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, que, no âmbito da implementação de um plano de contenção financeira, está a ponderar não realizar a 44ª edição do mítico Circuito Automóvel.

Apesar de sublinhar que a suspensão das corridas é ainda “uma possibilidade”, o autarca deixou, ao Nosso Jornal, a certeza que para avançar, sem sombra de dúvida, é o PADDOCK, um espaço exigido pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) nos circuitos de automobilismo e que serve para abrigar o pessoal das equipas, veículos, oficiais de prova e convidados.

Manuel Martins sublinhou mesmo que “a questão está praticamente arrumada” e que “só não andou mais depressa porque não havia necessidade”.

Ao contrário de declarações feitas anteriormente, em que o presidente da Câmara referiu que estaria a ser preparado um projecto “a custo zero” para a autarquia, através do estabelecimento de um acordo com um privado, Manuel Martins refere agora que haverá custos. “Não vamos ter nada de borla. Também temos a nossa cota parte de intervenção neste processo”, explicou.

Mais uma vez, o presidente da Câmara vila-realense não avançou com informações concretas sobre o projecto do PADDOCK, referiu apenas que a sua “construção está ligada a um projecto já aprovado”.

A crise, nomeadamente os cortes nas transferências do Governo para as autarquias estão na base da relutância do município em fazer planos para a próxima edição do Circuito Urbano, no entanto, de recordar que, dias antes da edição deste ano das corridas, que se realizou nos dias 19 e 20 de Junho, a FPAK divulgou um comunicado onde deixava a garantia de que não voltaria “a autorizar, após 2010, qualquer outra competição no Circuito de Vila Real, sem que estejam garantidas e devidamente implementadas as condições mínimas exigíveis para a sua efectivação, no que concerne ao ‘Paddock’ técnico e à relocalização das áreas de Direcção da Prova”.

O documento foi divulgado na página da internet da FPAK e deixava bem claro que a edição 2010, seria, “definitivamente, a última realizada sem que existam as condições exigíveis no que se refere ao Paddock técnico”. No documento, a direcção da federação recordava, inclusivamente, o compromisso assumido pela autarquia, em Maio do ano passado, no sentido de “envidar todos os esforços” para garantir a criação daquele espaço já para a edição deste ano das corridas, o que acabou por não acontecer.

No mesmo comunicado, justifica–se ainda a imprescindibilidade de umas novas boxes, lembrando que estas permitirão a eliminação “da indesejável ‘chicane’ no final da recta de Mateus, que anualmente vem sendo motivo de permanentes conflitos e de prejuízos materiais sérios nas viaturas dos diferentes participantes”.

Caso as corridas venham mesmo a ser suspensas, Vila Real vai perder a oportunidade de festejar o 80º aniversário do Circuito Urbano.

“A primeira aceleração do circuito Vila-realense aconteceu a 15 de Junho de 1931, sendo o vencedor desta primeira edição Gaspar Gameiro. Apesar das constantes interrupções, a paixão pelo barulho dos motores e o bichinho do automobilismo explicam a subsistência do evento”.

Depois de uma interrupção de 16 anos, o circuito regressou ao calendário nacional automobilístico em 2007.

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