Foi a primeira hipótese para a sede do IVP na Régua, mas depois foi posta de lado. A partir daí, algumas hipóteses se levantaram para a sua utilização. O velho imóvel chegou a ser desejado pela autarquia local e até pela Casa do Douro, mas o valor pedido pelo IVP era considerado demasiado elevado .
A degradação foi o inquilino permanente de um edifício que chegou a ser a sala de visitas da cidade reguense. No mês passado, uma parte do telhado abateu e consumou-se assim o pior cenário. Além disso, atos de vandalismo, com vidros das janelas partidos completaram o leque de desleixo a que foi votado.
A autarquia e a própria Junta de Freguesia lamentam o estado a que chegou o imóvel. “Poderia ser um edifício de referência na cidade, mas infelizmente isso não aconteceu. É um património que se degrada e se perde”, observou o presidente da Junta de Freguesia de Peso da Régua, Ilídio Mendes.
Atualmente, o IVDP não tem grande margem de manobra financeira para a sua recuperação e o edifício caminha assim para o seu triste fim. Situado no Largo do Poeiro, o Solar das Vazes foi construído no início do séc. XVIII, pertencendo à família de Adolfo Morais Vaz, de S. Miguel de Lobrigos. A construção do Solar ficou a dever-se a um Capitão-mor, fidalgo rural.
Quando intacto, o imóvel tinha várias particularidades: o teto em madeira de macieira da sala de jantar era único, pois encaixava-se sem recurso a qualquer prego. Numa sala havia uma magnífica mesa de carvalho e a capela possuía uma talha maravilhosa, mas terá desaparecido. Esta casa era transmitida de geração em geração ao filho varão. De referir que, o falecido músico e maestro Pedro Osório tinha ligações à família proprietária do palacete, antes da sua venda ao IVP.





