Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Tintas Europa vai continuar a apostar no mercado nacional

Vendas em Portugal representam 70 por cento da faturação, mas a internacionalização, iniciada há duas décadas, é para continuar em Angola e conquistar novos mercados na Europa

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Apesar das dificuldades inerentes que atravessa o país, sobretudo o setor da construção civil, a empresa Tintas Europa, localizada em Freixo, concelho de Alijó, vai continuar a apostar no mercado nacional e no final de maio prevê abrir uma nova loja em Leiria. No entanto, a internacionalização também não será descorada e o mercado angolano continuará a ser prioritário para a empresa, que pretende ainda conquistar parte do mercado francês, sobretudo junto da comunidade portuguesa daquele país, que é significativa. Samuel Cunha, administrador da Tintas Europa, vê o futuro com otimismo e acredita que as oportunidades ainda existem, tanto em Portugal como no estrangeiro. “Pretendemos cimentar a nossa presença em Angola e vamos tentar apostar no mercado francês. Começamos esta nova etapa em janeiro, está a correr bem e vamos lutar para que a nossa empresa cresça e tenha capacidade de se manter nesses dois mercados”.

As dificuldades diárias da gestão de uma empresa localizada no interior Norte de Portugal são diversas, como os custos com o transporte da matéria-prima, que vem do Porto, a falta de recursos humanos qualificados, no entanto, Samuel Cunha sublinha que ultrapassar os obstáculos é sempre um desafio constante para quem aposta em regiões mais desfavorecidas.

No âmbito da iniciativa do Grupo Parlamentar do PSD denominada “Portugal faz bem”, o deputado Luís Ramos reuniu com a administração desta empresa e ouviu as suas preocupações, relacionadas sobretudo com a mobilidade, a qualificação profissional e o financiamento, que são comuns a outros empresários do distrito em áreas distintas. Para ultrapassar estes obstáculos, o deputado social-democrata acredita que a criação de uma delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) no interior e do próprio Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) poderia ajudar muito os empresários que apostaram nestes territórios de baixa densidade. “Os custos dos transportes, da energia, a fixação de quadros qualificados são problemas comuns entre os empresários da região. A ideia de trazer para o interior entidades como o AICEP e o IAPMEI seria importante para constituir uma janela de oportunidades para os empresários de menor dimensão, que não podem estar isolados. Se essas entidades públicas estivessem presentes na região, junto dos empresários, isso iria ajudá-los a ultrapassar os obstáculos que têm de enfrentar, quase sempre sozinhos”.

O novo quadro comunitário de apoio 2020, que é muito orientado para as empresas, será também fundamental para os empresários aumentarem a sua produtividade, através de investimento e da inovação. “Tem de ser aproveitado da melhor forma para que as empresas sejam mais competitivas, tanto a nível nacional como internacional”, defendeu o deputado.

Neste périplo pelas empresas do distrito, Luís Ramos sentiu que há uma enorme confiança nos empresários, uma grande determinação e esperança no futuro. “No caso desta empresa, que tem uma forte ligação a Angola, os proprietários continuam a acreditar e a investir não só em Portugal mas também no próprio mercado angolano. Este é um bom exemplo de uma empresa muito ligada à sua região que, mesmo enfrentando dificuldades, continua a investir em Alijó, a acreditar que é possível lutar contra as adversidades e continua a apostar no desenvolvimento do país e no progresso deste território”.

Sobre esta iniciativa dos deputados, Samuel Cunha refere que é “um bom sinal” ver que há políticos que se interessam pelas empresas que estão no interior, que ouvem a sua mensagem, no entanto, “há que esperar para ver o que depois se coloca em prática, que vá de encontro às nossas necessidades”, finalizou o jovem administrador..

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