Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
NegóciosTípica casa transmontana com hospitalidade de qualidade

Típica casa transmontana com hospitalidade de qualidade

Desde 2005 que Celeste Gonçalves e o seu filho, Nuno Barroso, estão à frente da gerência do Miraneve. O “saber bem receber” é o lema da casa, que oferece uma panóplia de iguarias, entre elas a francesinha e a posta, e um serviço hoteleiro agradável e acolhedor

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Os anos passam, mas a arte de bem receber, característica do povo transmontano, continua assente nos valores do Hotel Miraneve, um dos espaços mais reconhecidos e acarinhados da cidade de Vila Real.

A figura que dá alma a este negócio, fundado no início dos anos 70, é Celeste Gonçalves que, desde 2005, é proprietária do espaço em sociedade com o seu filho, Nuno Barroso. “Trabalho aqui desde os meus 26 anos. Comecei como rececionista, depois como chefe de receção, assistente de direção, diretora e acabei por ficar com a empresa”, recordou a responsável.

O leque de serviços disponíveis é do mais variado possível. Em frente ao mercado municipal está situado o hotel, com 26 quartos dotados de ar condicionado, minibar, TV LCD, casa de banho, serviço de quartos e ainda, com sala de reuniões, bar, garagem, lavandaria, entre outras valências que compõem um ambiente agradável e familiar. Também nesse local está a cervejaria Miraneve, aberta 24 horas por dia, que já se tornou um ícone na cidade, sobretudo para os estudantes que, depois de uma longa noite de festa, passam por lá para saborear uma deliciosa francesinha. “Qualquer pessoa que queira provar as nossas francesinhas e os nossos churrascos pode encomendar que nós fazemos a entrega a casa sem quaisquer custos adicionais”, acrescentou Celeste Gonçalves.

Com o objetivo de projetar o negócio e promover a cidade, os proprietários apostaram, mais tarde, no Miraneve 2, situado no Dolce Vita, e nas Padarias/Pastelarias Miraneve, estando uma delas localizada na Rua Direita, “muito para dinamizar a zona histórica vila-realense, que é uma pena estar como está”.

“Temos francesinha, posta, kebab, e muitos outros pratos, sobretudo tradicionais da região. Já na pastelaria temos os covilhetes, os folares, a bola de carne e a doçaria regional da cidade”, contou a responsável, acrescentando que recentemente tem estado pessoalmente nas habituais feiras a vender os seus produtos.

Neste momento, o Miraneve procura alargar os seus serviços a um pequeno quiosque em frente à Avenida 1º de Maio, com possível abertura para este mês, e assente num conceito ligeiramente diferente daquilo que é habitual na cidade, mas confiante de que “as pessoas gostem de inovações e deem preferência a esta casa”.

“Temos trabalhado para projetar os nossos negócios, dinamizar a cidade e criar emprego, para ampliar a nossa empresa o mais que pudermos. E temos conseguido”, disse a gerente, que tem uma equipa constituída por 26 colaboradores, e a partir de janeiro, passou “a pagar IVA mensal”.

 

Eventos na cidade são uma mais-valia

Com o arranque da programação da Capital da Cultura do Eixo Atlântico e a aproximação das festas da cidade e do WTCC, as perspetivas são do melhor para o resto do ano. “Temos de louvar a autarquia por tornar Vila Real Capital da Cultura e por colocar a cidade no mundo, o que é muito importante, não só pela dinamização mas por atrair mais turistas à região. Só temos a ganhar”, considerou a gerente.

Tal como qualquer empresa, há altos e baixos. Uma das dificuldades do Miraneve é o facto da cervejaria funcionar 24 horas por dia, o que dificulta a gestão dos recursos humanos. “Eu e o meu filho fazemos quase de tudo, mesmo os trabalhos mais simples. Como temos as lojas mais dispersas, é complicada a gestão, mas temos conseguido superar as dificuldades até ao momento”, contou.

Para além da riqueza histórica, gastronómica e paisagística, o povo transmontano é conhecido pela sua hospitalidade e amabilidade. “Sabemos bem receber e queremos que as pessoas fiquem satisfeitas e nos voltem a visitar. É assim que vão divulgar a nossa cidade”, concluiu Celeste Gonçalves.


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