InícioChavesTrovoada, chuva e granizo provocaram danos materiais um pouco por toda a cidade

Trovoada, chuva e granizo provocaram danos materiais um pouco por toda a cidade

Estradas alagadas, lojas comercias, habitações e garagens inundadas, culturas agrícolas destruídas e estruturas que colapsaram foi o resultado do mau tempo que se fez sentir ao início da noite de terça feira, em Chaves.

No Pavilhão Expoflávia, uma das placas do teto colapsou com o peso da água que caiu durante cerca de 20 minutos, ao início da noite de terça feira, na cidade de Chaves.

Para esta quarta feira à noite estava programada a inauguração da exposição Bienal Internacional de Gravura do Douro, no dia 10 de agosto, no âmbito do programa” Chaves Vive o Verão 2020” e que, por “não estarem reunidas as condições de segurança”, foi suspensa.

“Não poderemos correr quaisquer riscos”, referiu Nuno Vaz, presidente da câmara municipal de Chaves, quando falava à comunicação social sobre o temporal que se abateu em Chaves, na última noite e que provocou alguns momentos de “tensão e preocupação”.

A trovoada, seguida de chuva intensa e da queda forte de granizo alagou estradas, inundou lojas, habitações e garagens causando constrangimentos principalmente nas freguesias de Santa Maria Maior e Santa Cruz Trindade/Sanjurge.

“Temos o registo de 17 ocorrências com danos com alguma relevância e que agora estão a ser compilados para podermos identificar os estragos”, explicou o autarca, enaltecendo “a cooperação presente dos bombeiros” e que evitou danos maiores.  

Leopoldina Abreu tem um comércio aberto na Rua do Rio, perto da Ponte Romana, não viu a água a entrar no momento da intempérie, mas no dia seguinte teve que limpar a loja que ficou inundada. “Entrou água, lama e terra que me desfez algumas caixas. Tive que andar a apanhar tudo”, disse a comerciante que aproveitou para alertar para o facto de a rua necessitar de intervenção. “Esta rua precisa de ser arranjada. Tem uma espécie de lomba no meio e desce dos lados. Quando chove a água cai toda para o lado das lojas e entra pelas portas dos comércios”.

O mau tempo também afetou vários terrenos agrícolas na zona urbana, destruindo culturas como o milho, batata e árvores de fruto.

A chuva intensa inundou a garagem de Belarmino Magalhães e a queda “de grandes pedras de gelo”, que esta manhã ainda eram visíveis, comprometeu as suas produções agrícolas causando prejuízos.

“O prejuízo foi grande. Na horta os pimentos ficaram mesmo esburacados com as pedras de gelo, mas estragou-se também o feijão-verde e os tomates”, realçou, acrescentando que o seu terreno com cultura de milho também ficou destruído.

 

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