Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Tudo a postos para o arranque dos motores

Faltam apenas dez dias para a cidade voltar a ouvir o roncar dos motores e sentir o cheiro dos pneus no asfalto da pista vila-realense. Visto não apenas como uma prova automóvel mas como uma “verdadeira festa”, o Circuito Automóvel espera receber mais de 150 mil pessoas. Exposições, concertos e muita animação num fim de semana pensado não só para os amantes da velocidade, mas para a população em geral. A autarquia garante que as corridas voltaram para ficar e anunciou já a intenção de investir perto de 500 mil euros para a reestruturação da zona do Paddock, para garantir a internacionalização das provas já no próximo ano.

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“Vamos ter um evento de uma dimensão gigantesca”, sublinhou José Silva, da Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real (APCIVR), sobre o fim de semana de corridas que, marcado para os dias 21 e 22, vai juntar duas centenas de pilotos e mais de 150 mil espetadores.

Segundo o mesmo responsável, “está tudo a postos” para a 44ª edição do Circuito Automóvel, um evento que vai ter provas a contar para os campeonatos nacionais de Velocidade (GT / Protótipos / Turismo) e de Clássicos e ainda no SSS – Single Seater Séries (Fórmula Ford), no CSS-Classic Super Stock, no Troféu Abarth 500, no Challenge Desafio Único, no iDrive Cup (Fiestas), no Super Seven By Kia e no Historic Endurance.

A organização explica que na sexta-feira começarão a chegar ao Paddock os pilotos, sendo que no primeiro dia, sábado, decorrerão, a partir das 8h00, os treinos e no domingo as corridas propriamente ditas, que se prolongarão até às 20h00.

No total, entre comissários de pista, polícia, médicos e outros voluntários, prevê-se que a organização das corridas mobilize cerca de 350 pessoas.

 

Duas passagens pedonais vão garantir circulação das pessoas

Em termos de infraestruturas, o regresso das corridas traz uma novidade que vai garantir a movimentação dos moradores das zonas da cidade afetadas pelo circuito durante a realização das provas, nomeadamente a criação de duas passagens pedonais aéreas, uma em Mateus e outra na zona de Abambres. “O nosso objetivo é criar uma terceira passagem pedonal para a edição do próximo ano”, adicionou José Silva.

Relativamente às obras de preparação do circuito, de recordar que, por questões de segurança, a organização optou por eliminar a rotunda do Boque e fazer alterações nas rotundas de Mateus e Araucária, que foram adaptadas de forma a tornarem-se parcialmente amovíveis durante a realização das corridas.

A organização decidiu instalar três zonas de bancadas, eliminando uma das que anteriormente era colocada em frente a Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real devido à grande exposição solar que não garantia o conforto da assistência.

 

Concerto de Nuno Pinto, “Rave Party” e outros eventos com entrada livre

A programação paralela à realização das corridas foi pensada para fazer do evento uma “grande festa”, estando previstas várias atividades que, inseridas no âmbito das Festas da Cidade, serão todas de entrada livre para a população de Vila Real e para as milhares de pessoas que vão visitar a cidade.

A animação começa na sexta-feira com a atuação do cantor Nuno Pinto e sua banda na Praça do Município. A música estará também presente na noite de sábado com o espetáculo dos “Always Drinking Marching Band” no auditório exterior do Teatro Municipal.

A grande novidade vai para a realização, no dia 21, de uma “Rave Party” no Jardim da Carreira, um evento que promete animação pela noite dentro e que também vai ter entrada livre.

“Ao contrário do que muitos pensam, mesmo durante as corridas, as pessoas não têm que pagar para visitar o Paddock. Fazemos questão que seja livre. Os pilotos gostam e nós gostamos que as pessoas possam ver os carros de perto”, revelou José Silva, explicando que a único aspeto das corridas que tem custos para os espetadores são as três bancadas, para as quais é preciso pagar cinco euros por lugar no sábado e 15 euros no domingo.

 

Circuito passa a ter um só sentido a partir do próximo sábado

A cidade “vai começar a aquecer para as corridas” já no próximo fim de semana, com a realização, no dia 14, do “Vila Real Classic”, um evento que já vai trazer até à capital de distrito dezenas de carros históricos que vão, desde logo, ‘aguçar o apetite’ da população para o desporto automóvel.

Os participantes no encontro começam a chegar ao Paddock, localizado junto ao parque Corgo, logo pela manhã, sendo que às 15h00 vão dar uma volta ao circuito.

“Vai ser o primeiro ensaio”, explicou José Silva, sublinhando que a partir desse dia o circuito “começa a funcionar num só sentido”, um condicionamento que tem a ver com a segurança das equipas que vão proceder à conclusão dos trabalhos de montagem das infraestruturas.

Relativamente ao “Vila Real Classic”, a APCIVR explicou que o evento terá uma vertente social, já que parte das verbas angariadas através da inscrição dos participantes será entregue a duas instituições de solidariedade social, a Cáritas e o projeto “Nariz Vermelho”.

 

Autarquia candidata projeto para investir 500 mil euros no Paddock

Na apresentação oficial das corridas, que decorreu no início desta semana, Rui Santos, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, deixou a garantia que as corridas regressaram “para ficar”, tendo sido mesmo apresentada a candidatura de um projeto que terá como objetivo melhorar as condições do atual Paddock.

Ainda sob análise da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, o projeto, que espera contar com o apoio de fundos comunitários e da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, visa efetuar “alterações significativas no espaço onde funciona atualmente o Paddock, ou seja, na Rua Ator Ruy de Carvalho, na envolvente do Teatro de Vila Real e na Alameda de Grasse. As obras vão assim “melhorar as condições para as corridas” e ao mesmo tempo garantir que “os espaços possam continuar a ser utilizados para outras atividades” durante o resto do ano, explicou o autarca.

Prevendo um orçamento na ordem dos 500 mil euros, Rui Santos está confiante que a intervenção, que garantirá as condições necessárias a internacionalização das corridas na no próximo ano, “não custará nada” à Câmara Municipal.

Relativamente à construção de um Paddock de raiz na zona de Mateus, o autarca explica que não é uma possibilidade posta de parte, embora exija um projeto ainda maior que envolveria, por exemplo, aquisição de terrenos e construção de infraestruturas.

“Queremos que as corridas sejam autossustentáveis”, defendeu o presidente, adiantando desde logo que, apesar de as contas ainda não estarem fechadas, as expectativas da organização do circuito é que o orçamento deste ano se cumpra, ou fique mesmo aquém do esperado.

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