O Túnel do Marão foi uma decisão de grande coragem política do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que a lançou, e do seu sucessor, Pedro Passos Coelho, que a retomou. Sobretudo, se tivermos em conta a relação desequilibrada entre o volume de investimento que a sua construção exigiu e o número de eleitores da região. Porque, infelizmente, ainda se ponderam os investimentos em função de eventuais proveitos eleitorais, numa mentalidade litoralizada e bacoca, que tem penalizado fortemente o país.
Mais do que as vantagens estritamente económicas já apontadas a esta enorme obra, apraz-me realçar uma outra: a segurança. Ninguém terá dúvidas de que o número de acidentes vai diminuir consideravelmente e, por consequência, o número de vítimas. Esta
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