Cerca de 20 turistas participaram, pela primeira vez, no dia 13, na apanha da azeitona, uma iniciativa dinamizada pela Enoteca Douro e que tem como objectivo mostrar que a região Duriense “tem muito mais para oferecer” para além da época alta das vindimas.
“Quem quiser conhecer o Douro não tem que esperar pelas vindimas, a região tem outros atractivos, como o varejar da oliveira”, explicou Luís Barros, responsável pela primeira Enoteca Interactiva da Península Ibérica e dinamizador do “Programa do Azeite do Douro”.
Segundo o mesmo responsável, a região “tem azeites de qualidade superior, que ainda são feitos de forma secular pelas nossas gentes”, e é exactamente isso que se pretende “mostrar aos turistas e aos visitantes que queiram conhecer o Douro”, dinamizando a época de Inverno, em que o turismo na região sofre uma acentuada quebra.
António Medeiros viu a nova oferta turística como uma oportunidade de dar aos seus funcionários um convívio de Natal “diferente”. Assim, os trabalhadores da empresa DAMS, de Vila Nova de Gaia, e seus familiares, não tiveram medo ao frio e empenharam-se no desafio de varejar as oliveiras. “Somos uma empresa que desenvolve software e cerca de 50 a 60 por cento do nosso trabalho tem uma componente de inovação” em sectores como a olivicultura e a vitivinicultura, explicou o proprietário da empresa que, contando vários clientes no Douro, resolveu levar os seus funcionários a passar da teoria à prática.
Sem meias medidas, o grupo apetrechou-se contra o frio, arregaçou as mangas e deu uma ajuda na apanha das azeitonas do olival de José Carvalho, o proprietário da Quinta que tem cerca de 300 oliveiras e produz anualmente 600 litros de azeite.
Por 55 euros, os turistas podem usufruir da oportunidade única de apreciar o processo de produção do azeite, desde os métodos da apanha da azeitona à sua extracção nos lagares, tudo acompanhado pela sabedoria de técnicos que explicam todos os procedimentos, desde o tratamento das oliveiras até às diferentes qualidades existem na região.
O programa inicia num lagar, durante a manhã, onde são feitas provas de azeites e de outros produtos regionais. Segue-se um almoço tipicamente transmontano com os enchidos, as pataniscas, a feijoada feita em pote de ferro e a carne maronesa grelhada, tudo regado com vinhos durienses.
“Por termos a certeza que o Douro tem muito para oferecer a quem o quer visitar, criamos este programa transformando esta época mais fria em momentos inesquecíveis de vivências e experiências únicas, neste nosso meio rural”, explicou Luís Barros.
Em parceria com várias unidades hoteleiras, agências de viagens e promotores turísticos, da região e do país, a Enoteca convida os turistas a darem “uma mãozinha” na apanha da azeitona da Quinta da Avessada, uma iniciativa que decorre, todos os sábados, até ao dia 23 de Janeiro.




