Vila Real“Um encontro entre a investigação, a produção e a comercialização”, no sector vinícola

“Um encontro entre a investigação, a produção e a comercialização”, no sector vinícola

Depois de cinco anos a trabalhar, para oferecer, ao sector vitivinícola, “um serviço de formação, desenvolvimento e comunicação inteligente, inovador e interactivo”, a Vinideas decidiu organizar algo “com mais impacto”, um congresso mundial que vai trazer aos profissionais portugueses o que se faz de mais inovador, no sector, em todo o mundo. O Teatro de […]

Depois de cinco anos a trabalhar, para oferecer, ao sector vitivinícola, “um serviço de formação, desenvolvimento e comunicação inteligente, inovador e interactivo”, a Vinideas decidiu organizar algo “com mais impacto”, um congresso mundial que vai trazer aos profissionais portugueses o que se faz de mais inovador, no sector, em todo o mundo.

O Teatro de Vila Real vai servir de palco, nos dias 22 e 23 de Abril, a “actores” do sector vitivinícola nacional e internacional, num congresso técnico-científico que, seguindo o mote “Inovação e Excelência”, espera receber cerca de três centenas de participantes.

“O objectivo é valorizar a investigação, privada e pública, no seu papel de gerador de inovação e de abertura ao serviço do sector vitivinícola”, explicou Leonor Santos que, em conjunto com Bárbara Sistelo, constitui a empresa Vinideas, responsável pela organização do evento.

A empresária explicou que, durante o congresso, dirigido a qualquer pessoa ligada ao sector vitivinícola, “vão ser tocados os pontos mais fervilhantes da actualidade, num conjunto de conferências e debates que vão reunir grandes nomes, a nível mundial, especialistas que vão trazer à Região Demarcada mais antiga do mundo o que de mais inovador se faz”.

“Produção de vinho com baixo teor alcoólico”, “Novas aplicações da goma-arábica para melhorar e preservar a qualidade global dos vinhos”, “Inovações em técnicas de filtração por membranas” ou “Madeiras, vinho e aromas” são alguns dos temas que serão apresentados, no congresso, o qual, apesar de contar com conferencistas de várias nacionalidades, será traduzido, em simultâneo, na íntegra.

Durante os dois dias, para além das palestras e debates, o “Infowine.Fórum” vai contar com um conjunto de actividades paralelas, nomeadamente a apresentação de “posters”, pequenas “conferências organizadas em colaboração com empresas e instituições do sector que apresentarão novidades relativas a produtos ou técnicas”, um espaço dinâmico de “stands” que funcionará como bolsa de contactos e, ainda, com provas de vinhos.

“Estará presente uma distribuidora que vai trazer vinhos do topo de vendas internacional”, referiu Leonor Santos, lembrando que “esta é uma óptima oportunidade, para saber o que mais se vende, lá fora”.

A “Infowine.Fórum” é organizado, pela Vinideas, uma empresa portuguesa associada ao grupo internacional VinideaNet, uma “rede mundial de profissionais do vinho e da vinha” que está representada, em vários países produtores de vinho (Itália, Espanha, França, Austrália, Estados Unidos, Chile e Argentina).

“Em Itália, o congresso já vai na sua quinta edição e só em 2007 contou com mais de 700 participantes”, revelou Leonor Santos, sublinhando que, a partir de agora, a sua organização alternará, de dois em dois anos, entre as empresas representantes da VinideaNet, em Itália e Portugal/França.

Bárbara Sistelo explicou à Vinideas nasceu, em Portugal, em 2002, com o objectivo de “oferecer ao sector vitivinícola um serviço de formação, desenvolvimento e comunicação inteligente, inovador e interactivo”.

“Depois de trabalhar no sector e de conhecer as adegas e os profissionais portugueses, sentimos que fazia falta a transmissão de informação científica”, explicou a enóloga, sublinhando que, com a criação de uma “revista on-line”, já é possível chegar aos 45 mil leitores.

Mas, mais do que aproveitar as novas tecnologias, para fazer “circular” a informação, a Vinideas é ainda responsável por um conjunto de actividades que vão desde seminários e cursos de formação (que, em 2007, contaram com mais de mil formandos), até viagens técnicas a várias regiões vinícolas do mundo.

“Queremos fazer circular o know-how, através da Internet, mas também trazer especialistas, de todo o mundo, a Portugal e, ao mesmo tempo, levar os profissionais a conhecer outras realidades”, explicou Bárbara Sistelo.

 

Maria Meireles

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