Vila Real“Uma universidade a caminho da consolidação”

“Uma universidade a caminho da consolidação”

Mais uma vez, a UTAD reuniu alunos, docentes, funcionários e convidados, na comemoração de mais um ano de existência. Apesar dos vários problemas financeiros, subsiste o compromisso de fazer com que a academia transmontana continue “a ser uma das chaves imprescindíveis, para manter abertas as portas do futuro de Trás- -os-Montes e Alto Douro, um […]

Mais uma vez, a UTAD reuniu alunos, docentes, funcionários e convidados, na comemoração de mais um ano de existência. Apesar dos vários problemas financeiros, subsiste o compromisso de fazer com que a academia transmontana continue “a ser uma das chaves imprescindíveis, para manter abertas as portas do futuro de Trás- -os-Montes e Alto Douro, um dos cadinhos em que fermentam as condições de desenvolvimento próspero, justo e solidário, e um dos muito poucos garrotes com que se pode travar a hemorragia demográfica que tem lançado o interior de Portugal numa lenta agonia”.

“A história da humanidade é feita de altos e baixos e podem coexistir, perfeitamente, um apogeu de riqueza com um apogeu de depravação, ou o auge da arte coincidir com o ponto mais baixo da solidariedade”. Foi deste modo, citando Karl Popper, que Armando Mascarenhas Ferreira concluiu, no dia 26, o seu discurso comemorativo do 22.º aniversário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), altura em que demonstrou o seu “renovado optimismo”, no futuro da instituição.

Como um dos principais indícios de “consolidação da UTAD, na região e a nível nacional”, o Reitor expôs os números que fazem da universidade transmontana um exemplo, ao nível das instituições de Ensino Superior.

“A taxa de sucesso dos alunos regulares da UTAD acompanha as mais elevadas entre as universidades públicas portuguesas”, sublinhou Armando Mascarenhas, destacando, em especial, a taxa de empregabilidade apurada, em 2007, pelo Gabinete de Avaliação, Acreditação e Qualidade de Ensino, e classificando-a como “realmente encorajante”, uma vez que varia “entre os 89 por cento, na área de Ensino, e os 97 por cento, nas Engenharias Clássicas e nas Ciências Empresariais, atingindo os 91 por cento na Área das Ciências Agrárias”.

“Revisitando o passado, para preparar o futuro”, o Reitor recordou, ainda, muitos outros números relativos a 2007, números de sucesso. Mas também não deixou de frisar que, “em termos conjunturais”, não se pode esquecer “as linhas orientadoras no Programa do XVII Governo Constitucional e relevar a política de rigor, na gestão dos recursos financeiros do país e de redução do peso da despesa no PIB, no quadro dos compromissos assumidos no Programa de Estabilidade e Crescimento, para 2005-2009”, bem como “a publicação da Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, o conhecido Regime Jurídico para as Instituições de Ensino Superior (RJIES), que veio dar início à reestruturação do modelo organizativo”.

Mais do que recordar o passado mais recente da Universidade, o Reitor rebuscou, ainda, os vectores estratégicos definidos ao longo dos últimos anos, como “o reforço da aproximação ao mundo empresarial e às autarquias; a cooperação, a formação e a investigação de excelência e a mobilidade internacional, em particular com os países de língua oficial portuguesa; as novas tecnologias de informação e comunicação; a transferência de inovação e conhecimento (OTIC-UTAD) e o apoio à promoção da Propriedade Industrial; a formação em Tecnologias de Apoio às actividades docentes e a resposta às necessidades educativas especiais, no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação, através do Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias da Informação e Comunicação; o Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP); as saídas profissionais, o empreendedorismo e a ligação aos ex-alunos; a política cultural e científica e a promoção e captação de novos públicos”.

“Passado o período de consolidação orçamental, espera-nos uma Universidade ainda mais forte e potencialmente mais fértil, impondo–se, subsequentemente, a necessária convergência em padrões europeus, a auto-avaliação e a avaliação internacional rigorosas, e, sob os mesmos critérios qualitativos, a reapreciação definitiva da estrutura tripolar com que a UTAD, actualmente, se reparte, pelo espaço regional”, defendeu Mascarenhas Ferreira.

Tiago Sá, Presidente da Associação Académica da UTAD, sublinhou “duas ideias- chave”, para o futuro da Universidade: a coesão de toda a comunidade universitária e a sua “afirmação”, enquanto intuição de ensino de qualidade. Classificando os próximos anos como “decisivos”, para a Academia, o representante dos alunos deixou clara a certeza de que os estudantes vão continuar a “lutar” contra políticas negativas para o Ensino Superior.

Falando de Ensino Superior, importa ainda realçar que foi divulgado, recentemente, que, em breve, será oficializado, entre o Ministério do Ensino Superior e quatro universidades portuguesas que se debatem, actualmente, com graves problemas económicos, entre as quais a UTAD, um acordo, exactamente com o objectivo de trazer um reforço financeiro àquelas instituições de ensino públicas.

Na Sessão Solene, houve, também, lugar para a entrega de Cartas Doutorais /2007, atribuição de medalhas aos funcionários com 20 anos de serviço na instituição, entrega de Cartas de Curso e de prémios escolares, aos licenciados com mais alta classificação.

 

Maria Meireles

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