Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025
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Vila RealUnidades de Cuidados Continuados têm lotação esgotada

Unidades de Cuidados Continuados têm lotação esgotada

As taxas de ocupação das Unidades de Cuidados Continuados de Trás-os-Montes estão à beira de ver a sua capacidade de acolhimento esgotada. Segundo dados da Administração Regional de Saúde do Norte, as unidades de Murça, Ribeira de Pena, Freixo de Espada à Cinta e Sabrosa apresentam taxas na ordem dos 99%. Das 121 camas, 118 […]

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As taxas de ocupação das Unidades de Cuidados Continuados de Trás-os-Montes estão à beira de ver a sua capacidade de acolhimento esgotada. Segundo dados da Administração Regional de Saúde do Norte, as unidades de Murça, Ribeira de Pena, Freixo de Espada à Cinta e Sabrosa apresentam taxas na ordem dos 99%.

Das 121 camas, 118 estão ocupadas. Preocupados com isto, alguns Provedores pedem o aumento de instalações e do número de camas das UCCs. É o caso da Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena. O seu responsável, Agostinho Alves Pereira, não ignorou esta situação e, aquando da visita do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva e na presença da Ministra da Saúde, Ana Jorge, solicitou o aumento de mais quinze camas na tipologia de “longa duração”.

Aberta há menos de um mês, a UCC de Ribeira de Pena é, assim, dos muitos exemplos, em termos de oferta, existente nesta área social de apoio aos doentes acamados.

Na região do Nordeste Transmontano, as 39 camas da Santa Casa de Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta estão todas ocupadas, com doentes de longa duração (28) e de média duração (11). O mesmo se passa em Murça. Apesar de ser uma das instituições de maior acolhimento, em termos de número de camas, as 45 já estão todas a ser utilizadas. Destas, 25 são de média duração e 20 de longa duração. Em Sabrosa, o cenário não muda. As 20 camas destinadas a doentes de média duração e contratualizadas com a ARS Norte estão todas ocupadas. Só em Ribeira de Pena, das 17 camas para doentes acamados de longa duração, existem três vagas.

O panorama, em alguns concelhos próximos da região transmontana, também é similar. Em Resende, 10 camas para longa duração estão todas ocupadas, enquanto que, em Tarouca, aqui para doentes em convalescença, as 15 camas todas têm “dono”.

Ainda em relação a Trás- -os-Montes, algumas UCC estão previstas para serem criadas e todas pelas respectivas Santas Casas de Misericórdia, nomeadamente em Vila Real, Régua e Vinhais. Nesta vila, a Unidade devera ter 24 camas e vai custar um milhão, trezentos e cinquenta mil euros. É financiada, em 500 mil, pelo Programa “Saúde 21”. O resto da verba é assegurado pela Santa Casa da Misericórdia e pela Câmara Municipal. Refira-se que as Unidades de Cuidados podem ter diversas valências, nomeadamente em situação de dependência ou em risco de perda de autonomia dos doentes: Cuidados Continuados Integrados, Apoio Domiciliário, Ambulatório, Internamento Transitório e Prolongado.

 

Jmcardoso

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