Quarta-feira, 22 de Julho de 2026
Vila RealUTAD junta-se à luta contra a pobreza e a exclusão social

UTAD junta-se à luta contra a pobreza e a exclusão social

Existem, na Europa, 75 milhões de pessoas a viver no limiar da pobreza, uma realidade a que, todos anos, se junta mais um milhão de cidadãos. “A sociedade civil tem que assumir um papel activo. Temos que arregaçar as mangas, para combater a pobreza e a exclusão social”, advertiu Agostinho Jardim Moreira, Presidente da Rede […]

Existem, na Europa, 75 milhões de pessoas a viver no limiar da pobreza, uma realidade a que, todos anos, se junta mais um milhão de cidadãos. “A sociedade civil tem que assumir um papel activo. Temos que arregaçar as mangas, para combater a pobreza e a exclusão social”, advertiu Agostinho Jardim Moreira, Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza de Portugal, poucos minutos depois de assinar um protocolo que pretende fazer da UTAD um parceiro activo, nessa luta.

A Universidade de Trás-os- -Montes e Alto Douro (UTAD), através do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), formalizou, no dia 12, um protocolo de colaboração com a Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (REAPN), uma parceria que, entre outros objectivos, prevê o desenvolvimento e a promoção de novos projectos de investigação, em domínios relacionado com a pobreza e a exclusão social.

“O primeiro fundamento desta parceria é a investigação. É importante fazer uma investigação criteriosa, sobre a realidade que causa a exclusão e a pobreza”, explicou o padre Agostinho Jardim Moreira, Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal, adiantando, no entanto, que estão já a ser realizados estudos, pelos vários núcleos espalhados pelas 18 capitais de distrito, entre as quais Vila Real, cujos resultados serão divulgados, “em breve”.

Lívia Madureira, investigadora responsável pelo CETRAD, explicou que, tal como o próprio nome indica, o Centro de Estudos da UTAD tem como “foco de análise e investigação o desenvolvimento, nas suas várias vertentes. Embora não tenhamos grande tradição de trabalhar, especificamente, na área da pobreza, trabalhando no desenvolvimento, estamos a participar, activament, na luta pela eliminação da pobreza por via da correcção de assimetrias, como a distribuição de rendimentos, os níveis de qualificação, etc” – referiu a investigadora.

Segundo a mesma responsável, falar em erradicação da pobreza será “utópico”, mas, através da aquisição de ferramentas e instrumentos, para uma política activa de promoção do desenvolvimento (pela qualificação das pessoas, captação de iniciativas, pelo empreendorismo), será possível reduzir a pobreza, de forma substancial”.

O CETRAD tem já uma série de”linhas de trabalho que se encaixam, perfeitamente, nesta problemática de redução das desigualdades, de promoção das iniciativas locais, do desenvolvimento local e regional e que estão em consonância que esses objectivos”. No entanto, Lívia Madureira adiantou que já existe “um esboço de uma proposta de trabalho”, estando agora a ser analisadas “as oportunidades de financiamento”, nomeadamente ao nível do Quadro de Referência Estratégica Nacional.

“Temos alguns investigadores que estão especialmente interessados nesta área. Acredito que este protocolo tem todas as condições para ser bem sucedido, para se traduzir em resultados concretos”, revelou a investigadora.

Armando Mascarenhas Ferreira, Reitor da UTAD, reforçou o empenho da academia transmontana, referindo-se ao documento como “um protocolo de trabalho que não é para ficar na gaveta”, acrescentando que “a pobreza é preocupante, a nível nacional, mas, nas zonas do interior, terá uma acuidade maior”, considerou o Reitor, lembrando que o combate à exclusão social vai de encontro a missão da UTAD de “trabalhar com a sociedade, contribuindo para a resolução dos seus problemas”.

A REAPN, através do seu núcleo no distrito de Vila Real, vai promover, nos dias 27 e 28, no Centro Paroquial S. Paulo, em Cerva, no concelho de Ribeira de Pena, um “workshop”, intitulado “O trabalho social com idosos, no distrito de Vila Real: discussões e aprendizagens”.

 

Maria Meireles


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