Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021

Utilização de Recursos Renováveis na requalificação urbana em debate

Sensibilizar organizações com responsabilidade ao nível do urbanismo para as potencialidades da utilização das energias renováveis é o objectivo do encontro onde serão esclarecidos conceitos como o do “utilizador-produtor”, das “redes inteligentes e bi-direccionais” e do “armazenamento descentralizado de recursos”.

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Ainda são poucos os exemplos de utilização efectiva de recursos renováveis em equipamentos urbanos, no entanto, com o desenvolvimento das tecnologias surge a oportunidade de “descentralizar a produção à escala do edificado” e mesmo ao nível da requalificação urbana das cidades. Esse vai ser o tema central de um workshop organizado pela Universidade de Trás-os- -Montes e Alto Douro (UTAD), no dia 16, no pequeno auditório do Teatro de Vila Real.

Segundo Margarida Marques, investigadora da UTAD e membro da organização da iniciativa, o workshop será, sobretudo, dirigido “a todos os decisores e técnicos que influenciam a qualidade de construção do meio edificado”.

“Tem algum sentido falar na descentralização da produção de energia”, explicou a investigadora, referindo a importância de chamar a atenção para quem “planeia a construção e faz a manutenção de equipamentos urbanos” não só relativamente aos ganhos na factura energética, através da utilização de fontes renováveis, mas também a possibilidade de devolver à rede o que é localmente produzido e não é consumido.

No workshop será, portanto, salientada a integração de novos conceitos, nomeadamente o do “utilizador- -produtor”, das “redes inteligentes e bi-direccionais” e do “armazenamento descentralizado de recursos” à escala urbana.

“Portugal é um dos países com bastantes recursos endógenos renováveis. Por esta razão, logo que os souber utilizar de forma eficaz e bem distribuída, tem todas as condições para ser classificado entre os países mais prósperos da Europa”, refere a organização do encontro, explicando que, “para podermos beneficiar todos desta prosperidade, precisamos de participar na descentralização da oferta de energia e aproveitar o acesso que temos às energias renováveis para instalarmos sistemas eficientes que captem e transformem essas energias e as convertam em energias úteis”. “Se utilizarmos as tecnologias disponíveis, podemos transformar, por exemplo, os raios solares em calor útil para as nossas casas e em energia eléctrica, e é fácil imaginar que, gradualmente, todos os nossos telhados e algumas fachadas bem orientadas sejam munidos de sistemas que transformam a energia renovável do sol em energia útil, equiparando, potencialmente, a produção ao respectivo consumo de energia”.

Mais, para além da produção suficiente para satisfazer os consumos internos, de uma casa ou mesmo de um edifício de habitações ou de serviços, equipamentos, como por exemplo de transformação da energia solar, poderão resultar na produção de energia sobrante que, contabilizada por “um contador bi-direccional, deverá ser introduzida na rede eléctrica, para ser utilizada por outra casa nas proximidades, ou para ser armazenada até se tornar necessária”.

Depois da sessão de abertura, agendada para as 14h30, será apresentado o “Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética – Estímulos à Descentralização da Produção de Energias Renováveis e o Conceito Utilizador-Produtor”.

A Produção Descentralizada de Electricidade utilizando Fontes Renováveis, o Conceito das Redes Eléctricas Bi-Direccionais, o Conceito do Armazenamento Descentralizado e a mobilidade eléctrica, são outros dos temas a ser apresentados durante o workshop.

Organizado pela UTAD em parceria com a Iniciativa “Construção Sustentável”, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Agência para Energia e a Câmara Municipal de Vila Real, o evento terá uma réplica em Lisboa, no dia 25.

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