Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

“Vai ser um grande contributo”

Em Chaves, e como em todo o país, as ruas estão praticamente desertas. As pessoas estão em casa e a maioria do comércio local tem as portas fechadas, tirando algumas exceções. 

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Fátima Costa tem um quiosque no centro da cidade e manteve o negócio para servir os seus “clientes fiéis que gostam de vir jogar no Euro Milhões e na raspadinha” apesar de as vendas terem descido significativamente. 

Do outro lado da rua, fica o talho gerido por Juliana Fernandes que, com o aproximar da hora do almoço, reúne alguma clientela à porta. A empresária refere que “bem ou mal ainda vamos vendendo alguma coisa, mas o negócio caiu bastante” e que já notou que alguns dos seus clientes mostram já alguma dificuldade em adquirir os bens essenciais, muito porque “no início houve uma procura excessiva”. 

A pandemia de Covid-19 afetou todos os setores da sociedade e para amenizar os efeitos na economia local, a autarquia criou um pacote de apoio financeiro para as famílias e empresas, que poderá atingir um milhão de euros. 

O apoio é visto com bons olhos e poderá “ser um grande contributo” para aqueles que mais necessitam neste momento. “As pessoas estão a passar um mau bocado. Aliás, nem as pessoas com poder económico estavam à espera disto quanto mais as que já eram carenciadas. Claro que a nível emocional sofrem, mas a nível material o pesadelo é bem maior e agora com este apoio, por mais pequeno que seja, será uma grande felicidade”, referiu Fátima Costa. 

Juliana Fernandes congratula a autarquia pela atitude e espera que, quando a vida voltar ao normal, “todos colaborem e comprem no comércio local”. 

O conjunto de medidas visa, essencialmente, as empresas e também as famílias que foram mais afetadas pela pandemia e será crucial para quem se viu obrigado a ficar em casa e a fechar os seus negócios. “As pessoas não estão em casa porque querem, toda a gente está a correr riscos e é necessário que se ajude quem mais precisa”, disse Helena Borges, entrevistada à saída de um dos supermercados da cidade onde esteve a fazer compras para levar a uma pessoa amiga. 

Também às compras esteve Olga Maia. Reformada por invalidez a receber mensalmente 330€, confessou à VTM que a pandemia veio agravar a sua situação. “Estou numa situação muito má. Ganho 330€, pago água, luz e pouco me sobra ao final do mês e o meu marido, com isto, não está a trabalhar”, referiu Olga que, depois de saber dos apoios que a Câmara Municipal está a dar às famílias, ficou mais esperançada.

 Fátima Costa

 Comerciante

 "As pessoas estão a passar um mau bocado. Aliás, nem as pessoas com poder   económico estavam à espera disto quanto mais as que já eram carenciadas”   

 

 Olga Maia

 Habitante

 "Estou numa situação muito má. Ganho 330€, pago água, luz e pouco me sobra   ao final do mês e o meu marido com isto não está a trabalhar”

 

 Juliana Fernandes

 Comerciante

 "Que depois disto passar, todos comprem no comércio local”

 

 

 Helena Borges

 Habitante

 "As pessoas não estão em casa porque querem, toda a gente está a correr   riscos e é necessário que se ajude quem mais precise”

 

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