VALPAÇOS
Quem diria que uma formação com um plantel tão reduzido, iria surpreender toda a gente e conquistar o título de campeão distrital de Vila Real.
É um prémio mais do que merecido para a equipa técnica, principalmente Carlos Guerra, que demonstrou ser um excelente treinador, e também para os atletas que foram uns verdadeiros heróis.
Com um plantel muito jovem, o Valpaços só na última jornada conseguiu carimbar a passagem à fase seguinte, fruto da vitória em Ribeira de Pena.
Jogando sem qualquer tipo de pressão, os valpacenses chegaram à penúltima jornada com a forte possibilidade de serem campeões, precisavam de vencer o Santa Marta e ficar à espera de uma derrota do Vidago, o que viria a acontecer contra a previsão de muita gente que nunca colocou o Valpaços no lote dos favoritos.
VIDAGO
Com um plantel de grande qualidade, o Vidago teve tudo para subir, mas a derrota caseira frente ao Pedras retirou-lhe essa possibilidade.
A formação vidaguense realizou uma excelente primeira fase, dando indicações de que tinha tudo para subir, mas acabou surpreendido pelo espetacular campeonato que o Valpaços realizou.
No Vidago, a temporada fica marcada pela a ausência de Júlio Batista por motivos de doença, tendo, nessa altura, a equipa sido entregue a Pedro Adão e Caló, que realizaram um bom trabalho, deixando a clara ideia de serem a equipa mais forte para atacar a subida de divisão.
PEDRAS SALGADAS
O mesmo se pode dizer em relação ao Pedras Salgadas e ao Santa Marta no que diz respeito à primeira fase do campeonato.
Com um plantel jovem e de muita qualidade, a formação da vila termal falhou nos jogos em casa, em que somente conseguiu uma vitória, acabando mesmo por não tirar nenhum proveito do calendário favorável.
Ao vencer o vizinho e rival Vidago, o Pedras Salgadas retirou a possibilidade a esta equipa de discutir a subida na última jornada, ficando no entanto aberta a possiblidade do Pedras conquistar a segunda posição, que acabaria por escapar aos pupilos de Rui Fernandes nos minutos finais do jogo em Santa Marta.
Apesar de não ter subido, o Pedras Salgadas apresentou um futebol de muita qualidade, mas nem sempre foi sinónimo da conquista dos três pontos.
SANTA MARTA
Se na primeira fase praticamente passeou e desde cedo marcou a sua posição, na fase de promoção foi uma autêntica desilusão e acabou por ficar em último lugar.
Com um plantel bastante experiente, a turma penaguiota falhou redondamente o objetivo de subir aos campeonatos nacionais, fruto de jogos menos conseguidos, o que levaram a que não tivesse conseguido uma única vitória.
CERVA
Agradável surpresa o Cerva, que realizou um excelente campeonato e somente na última jornada deixou escapar a possibilidade de passar à fase seguinte.
Foi em casa que a turma cervense perdeu os pontos necessários para passar à fase de promoção, mais concretamente ao perder com o Valpaços.
Merece uma palavra de apreço o grupo de trabalho, assim como dirigentes, pela forma como encararam todos os jogos, em que conseguiram dignificar o nome da coletividade presidida por António Calçada. Na Taça da Associação também esteve muito perto de ir à final.
ABAMBRES
O Abambres realizou uma excelente temporada, não só em termos de campeonato, mas também porque venceu a Taça da AFVR.
Com um plantel recheado de bons jogadores, a turma abambrina deixou uma boa imagem em todos os jogos. Mais uma vez, a aposta na formação deu os seus frutos.
Acreditamos que no futuro o Abambres pode lutar por outros objetivos, porque possui valores na formação com enorme potencial e que podem ser uma mais-valia na formação sénior.
MONDINENSE
Numa fase inicial, Amadeu Rosas foi o treinador escolhido para orientar a formação das terras de Basto, mas pouco tempo durou esta aposta, em virtude de uma série de situações que foram acontecendo, o que levou à contratação de Rui Luís.
Com um plantel muito jovem, o Mondinense acabou por falhar nos jogos fora de portas, em que somente conquistou uma vitória, muito pouco para quem tinha como objetivo subir de divisão. Apesar do objetivo não ter sido alcançado, a verdade é que o Mondinense acabou por revelar alguns jovens com muito valor e que podem perfeitamente ser o futuro desta coletividade, que possui tradição no futebol distrital vila- -realense.
ALIJOENSE
O Alijoense não fez uma boa temporada, embora a formação orientada por Mário André tenha recuperado alguns lugares na parte final do campeonato, acabando por se classificar na quarta posição na primeira fase.
Pode-se falar de várias situações que levaram a esta irregularidade, uma delas foi o facto de ter começado muito tarde a pré-época e também ter perdido alguns jogadores do ano transato, o que obrigou a uma profunda alteração no grupo de trabalho.
Destaque para a aposta em jovens atletas do concelho, o que significa que o caminho a seguir é esse, face à crise que assola os clubes da distrital de Vila Real.
RIBEIRA PENA
Outra desilusão, pois com um plantel de grande qualidade e com um objetivo bem definido, que passava no mínimo por passar à fase seguinte, a formação orientada por Rui Ralha falhou de forma contundente esse mesmo objetivo, fruto de uma série de maus resultados, principalmente no seu reduto.
Ao longo da primeira volta, a equipa prometeu muito e deu indicações que poderia alcançar um lugar na fase de promoção, mas algumas derrotas inesperadas acabaram por determinar uma posição que não está nada de acordo com o potencial do grupo de trabalho.
SABROSO
Excelente campeonato que a turma do concelho de Vila Pouca de Aguiar realizou, bem diferente do ano transato.
Com um plantel recheado de bons jogadores, o Sabroso bateu-se sempre pelos melhores resultados possíveis e conseguiu ser uma das poucas equipas que pontuou nas Pedras Salgadas.
Destaque ainda para os inúmeros pontos que conquistou fora de portas, o que significa que deixou de ser aquela equipa que apostava claramente nos jogos em casa para realizar o maior números de pontos possíveis.
MONTALEGRE
Desilusão, é a palavra correta para definir a temporada da turma barrosã, em virtude da qualidade do plantel e também da tradição do clube.
Com jogadores experientes e com muito traquejo nesta divisão, o Montalegre prometeu muito, mas depois do empate em Vilar de Perdizes, tudo se desmoronou e a passagem à fase seguinte passou a ser uma miragem.
RÉGUA
Aposta clara na juventude e numa equipa a custo zero, por parte dos dirigentes reguenses, face à escassez de apoios financeiros.
Apesar da desconfiança inicial, a turma duriense, orientada pelo jovem Paulo Ferreira, acabou por realizar uma excelente temporada, praticando um futebol de grande qualidade, deixando bem vincado que possui atletas com valor e que num futuro muito próximo podem integrar plantéis de equipas com outros objetivos, ou até mesmo do nacional.
Face aos bons jogos realizados, a coletividade reguense merecia muito mais em termos classificativos, mas a inexperiência de alguns atletas foi determinante para a perda de alguns pontos em jogos onde até foram superiores aos seus adversários.
Em virtude do que aconteceu durante a temporada, pode dizer-se que esta aposta por parte da direção teve aspetos positivos e que devem ser aproveitados no futuro.
VILAR PEDIZES
Prometeu muito no início da época, através de boas exibições que se traduziram em vitórias, mas houve uma quebra notória que foi suficiente para colocar a equipa fora da luta pela segunda fase.
Castelo assumiu o comando técnico da equipa, acumulando as funções de treinador/jogador e pode-se dizer que passou com distinção, pois acabou por fazer um trabalho meritório.
Com um plantel recheado de excelentes executantes, ainda se pensou que o Vilar de Perdizes poderia fazer um brilharete na Taça e quase esteve para acontecer não fosse a derrota em Montalegre, num jogo que ficou marcado pelas inúmeras expulsões.
Estamos em crer que este Vilar de Perdizes, com mais alguns atletas, pode na próxima época lutar por algo mais, pois é notório o bairrismo por parte dos seu adeptos.
FERNÃO MAGALHÃES
Durante muito tempo surpreendeu, não só pela posição que ocupou, mas também pelo bom futebol praticado.
Depois de muitos anos de ausência, o futebol regressou a Sabrosa no escalão sénior há duas temporadas e ainda bem, pois com as atuais infra-estruturas estão reunidas todas as condições para que no futuro esta localidade esteja novamente na ribalta do futebol distrital.
A segunda volta não foi tão positiva como a primeira, mas uma série de fatores estiveram nessa origem, desde alguns jogos menos conseguidos, lesões e essencialmente muitos castigos, o que tirou ao jovem treinador Bruno Amaral algumas opções para formar um onze mais forte.
MESÃO FRIO
Equipa muito jovem que se bateu do primeiro ao último minuto pelo melhor resultado. Fez um campeonato dentro daquilo que se perspetivava, atendendo a que o grupo de trabalho foi construído para disputar a 1.ª Divisão Distrital.
Em casa, o Mesão Frio foi sempre uma equipa muito complicada e que nunca se deixou intimidar com o nome dos adversários.
Com o bom trabalho que está a ser feito na formação, estamos em crer que no futuro o Mesão Frio, com outras infraestruturas, pode aspirar por outros objetivos.
Uma palavra de apreço para o jovem treinador Miguel Botelheiro, que conseguiu reunir um bom grupo de trabalho e sobretudo pela situação delicada que passou.
VILARINHO
Uma desilusão esta equipa do concelho de Mondim de Basto, que apostou na contratação de uma série de jogadores com qualidade e experiência na divisão de honra.
É verdade que as lesões e os vários castigos ao longo da temporada foram uma condicionante, mas exigia-se mais a esta formação que nem em casa conseguiu impor a sua condição, sabendo-se que não é tarefa fácil jogar no campo do Vilarinho.
Ficam na retina dois bons jogos com o Mondinense, um para o campeonato, outro para a Taça, jogos em que a equipa orientada por Vítor Costa deixou uma boa imagem e deixou até uma promessa de que algo poderia mudar no campeonato, o que acabaria por não acontecer.
NOURA
Recheada de excelentes jogadores, a turma murcense não alcançou uma boa posição, face a uma série de resultados negativos, no entanto a equipa até realizou bons jogos.
Num futuro próximo, acreditamos que o Noura pode apostar noutros objetivos, que podem passar por disputar os lugares cimeiros, pois possui um lote de atletas que tem qualidade e margem de progressão.
Esperava-se mais em termos classificativos é um facto, mas foi notório que a turma orientada por Xeubre jogou sempre olhos nos olhos com os seus adversários e nunca se deixou atemorizar com o valor dessas equipas, mas nem sempre conseguiu obter pontos por alguma infelicidade e também pela falta de experiência de alguns atletas.
BOTICAS
Depois de um ano de ausência, a turma barrosã voltou ao futebol de onze, mas os resultados não foram os melhores.
Com um misto de juventude e experiência, a formação que iniciou a temporada sob o comando do ex-flaviense Paulo Alexandre teve enormes dificuldades em conseguir pontos, pese embora em alguns jogos até tenham realizado boas exibições, no entanto, acabavam por cometerem erros que eram determinantes nos resultados finais.
Depois da saída de Paulo Alexandre, foi o guarda-redes Paulo Veríssimo a assumir os destinos do grupo de trabalho, mas nem assim os resultados apareceram e a antepenúltima posição foi o destino do Boticas.
SALTO
Prestação negativa da turma saltense no campeonato, embora até tenha começado a temporada da melhor forma ao empatar fora de portas, mais concretamente em Mondim de Basto.
Em casa, o Salto foi sempre uma equipa complicada e tentou aí fazer o maior número de pontos possíveis para escapar à última posição e acabou mesmo por roubar pontos ao Montalegre e Mondinense, mas muito pouco para quem no ano anterior em casa não só realizou bons jogos como obteve muitos pontos.
FONTELAS
Época para esquecer, ou talvez lembrar, face ao mau campeonato que a coletividade fontelense realizou.
É um facto que nem sempre as exibições foram condizentes com os resultados, mas também é verdade que a equipa acabou por pagar a fatura de possuir muita juventude, o que nem sempre abona em favor, atendendo a que a divisão de honra da Associação de Futebol de Vila Real já exige alguma qualidade na elaboração dos plantéis.
Marco Maleiro iniciou a época ao comando da equipa, mas os maus resultados, entre outras coisas, levaram à sua saída e à entrada de José Carlos Coelho, que nos últimos anos tinha treinado equipas do concelho de Viseu.
Apenas duas vitórias para o campeonato, uma delas fora de portas, é muito pouco para um clube com nome e tradição no futebol distrital de Vila Real.
Entretanto, é de enaltecer a excelente prestação da equipa na Taça, após ter sido repescada, acabando por ser eliminada em casa pelo Vidago, num jogo bastante emotivo e que só resolvido na parte final da partida.



