Sábado, 6 de Junho de 2026
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Vandalismo na carruagem da Rota do Vinho do Porto

Portas partidas, computadores esventrados, caixas e caixas com prospetos de promoção turística abandonadas no seu interior. Este é o aspeto da antiga carruagem de mercadorias da Linha do Corgo, que foi adaptada para servir de divulgação à Rota do Vinho do Porto (RVP).

Quando se fale em contenção e poupança de dinheiros públicos, a contradição está patente num mau exemplo numa das vias-férreas perto da estação da Régua. Uma carruagem, que, no ano de 2000, foi cedida pela REFER à RVP para fazer promoção desta associação, encontra- -se abandonada e à mercê de atos de vandalismo. Milhares de euros foram gastos no material de promoção dos comboios históricos da Linha do Corgo e Douro e da própria Rota, tendo ficado agora tudo destruído. O interior da carruagem parece uma lixeira e a degradação é evidente.

Tentamos ouvir o atual presidente da RVP, António José Teixeira, sobre este assunto, mas até não conseguimos uma reação. Contudo, uma fonte próxima adiantou que, na altura, a direção da RVP era outra e que portanto, à partida, não têm qualquer responsabilidade sobre o sucedido, embora lamente o estado em que se encontra o espaço.

A carruagem não passa despercebida aos turistas, principalmente nesta fase do ano, com a realização das viagens do comboio histórico da Linha do Douro.

Recorde-se que, a RVP, fundada em 1996, é constituída por cerca de 50 locais, ligados em rede à produção do vinho do Porto e Douro. A sua ação visa o desenvolvimento regional através da diversificação e divulgação da oferta turística, que se traduz numa melhoria de vida das populações rurais, invertendo a tendência do êxodo rural e contribuindo para a fixação dos viticultores.

 


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