Terça-feira, 16 de Junho de 2026
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Via-férrea do Tua vai ser reparada e corrigida em alguns troços

Ainda se ouvem os ecos de apoio à decisão do Ministério das Obras Públicas e Transportes, MOPT ao anunciar que a Linha do Tua pode ser utilizada em benefício do turismo e das populações.

Em recente comunicado o Movimento Cívico pela Linha do Tua, MCLT, apesar de exigir que as obras se processem ao longo dos 58 quilómetros da via-férrea, congratula-se com a posição do Ministro dos Transportes, Mário Lino. O Movimento valoriza mesmo as suas declarações e confronta-as com a principal ameaça à linha: A Barragem do Tua. Quem também aplaudiu a decisão do Ministro foi o Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano. “Pela primeira vez, o ministro dos Transportes e a secretária de Estado assumiram que não vão encerrar a Linha”. O autarca adiantou que é o mais importante foi a decisão de não fechar a linha, independentemente das carruagens do Metro de Mirandela serem ou não as mais adequadas para o troço da linha.

Este responsável acredita que será possível reabrir a linha “em breve” e serão ainda, “implementadas algumas das medidas já decididas com o comboio a circular”. Para já, a via entre o Cachão e o Tua mantém-se interdita, até ordenação da realização de “medidas correctivas” e a verificação da segurança ferroviária das linhas.

Em relação ao relatório das causas do acidente ocorrido a 22 de Agosto, vai de encontro aquilo que a nossa reportagem tinha constatado no local, referente ao estado da linha. “As travessas necessitavam de substituição imediata” e as conclusões do relatório agora conhecido vai nesse mesmo sentido: “há travessas que não são substituídas há 18 anos e outras já têm mais de 40 anos”. O mesmo documento, constata ainda, “as deficiências que dificultam o contacto entre a roda e o carril”. Admite, também, que “a via, no local do acidente, apresenta defeitos grosseiros facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento”. O mesmo relatório refere que há “uma curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento e de empeno na via”. Os pareceres apontam também falhas nas automotoras do Metropolitano de Superfície de Mirandela, referindo-se que o “material circulante é desadequado”. Ressaltam ainda, problemas nas rodas, falta de lubrificação e pouco amortecimento na automotora.


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