Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Vila com Plano Estratégico Ambiental

Florestas, montanhas, rios e outras áreas naturais protegidas Ribeira de Pena com Plano Estratégico Ambiental Tornar o concelho uma referência no Turismo de Natureza é o objectivo da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, com a implementação do Plano Estratégico Ambiental que contempla a criação de algumas áreas, infra- -estruturas e apoios à preservação dos […]

Florestas, montanhas, rios e outras áreas naturais protegidas

Ribeira de Pena com Plano Estratégico Ambiental

Tornar o concelho uma referência no Turismo de Natureza é o objectivo da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, com a implementação do Plano Estratégico Ambiental que contempla a criação de algumas áreas, infra- -estruturas e apoios à preservação dos seus recursos naturais. O Parque Ambiental de Ribeira de Pena, o incentivo à preservação da floresta, a criação de um viveiro de chás medicinais e de campos de culturas tradicionais, elaboração de percursos pedestres e protecção aos rios em estado selvagem são acções integradas neste documento.

O repovoamento cinegético e a criação de parques de lazer de montanha são algumas das iniciativas que fazem parte do Plano Estratégico Ambiental de Ribeira de Pena.

Em 2008, com a conclusão do Parque do Bucheiro, este concelho ficará com grande atractividade, no âmbito do Turismo Ecológico. A isto não é estranha a passagem, dentro do seu território, do rio Tâmega que marca, profundamente, a sua geografia, enriquecida com exuberante paisagem minhota e com a monumentalidade das serras verdes transmontanas.

 

O “Ciclo do Pão” como pedagogia escolar

 

“O Parque Ambiental será, sem dúvida, a jóia da coroa deste Plano Ecológico e Ambiental, para o concelho. Queremos implementar, na população, valores de educação e preservação dos recursos naturais, nomeadamente junto da comunidade escolar. Será um instrumento importante de aprendizagem ambiental, cujos alunos dos vários estabelecimentos de ensino poderão conhecer as valências naturais e ambientais do concelho e da região do Vale do Tâmega” – disse Agostinho Pinto, o Presidente da edilidade ribeirapenense.

Esta iniciativa está orçada em cerca de cem mil euros. Terá dois centros de interpretação e uma oficina ambiental, ao mesmo tempo que serão criados vários circuitos pedestres e constituídas zonas arbóreas autóctones (pinheiro bravo, carvalho, vidoeiro, choupo, freixo, castanheiro, entre outras). Um dos “ex-libris” será um moinho, movido a água, no qual será dado a conhecer o Ciclo do Pão, desde a cultura do milho até à sua moagem.

 

Valorização dos recursos hídricos

 

O Plano Ecológico para o concelho de Ribeira de Pena contempla uma outra vertente: o pedestrianismo.

“Estamos a apostar na criação de rotas pedestres turísticas, no concelho. As nossas condições naturais geográficas permitem avançar, em breve, com um conjunto de percursos pedestres, uns a recuperar (como é o caso da subida do rio Poio, através da encosta escarpada de Alvadia, em Cerva) e outros novos que serão implementados em outras freguesias”.

Este Plano deriva, também, de algum conhecimento transmitido pelo Plano Estratégico de Ribeira de Pena, nomeadamente nas suas Orientações de Valorização Ambiental. Agostinho Pinto salientou que as linhas de orientação seguidas pelo Município, em termos de práticas ambientais (a própria Câmara tem um Departamento Florestal) será um ponto de honra da sua actuação, no qual se insere, também, “a valorização dos recursos hídricos naturais”.

“Temos troços de rio em estado selvagem, nomeadamente no Tâmega, no Beça, no Poio, entre outros. Associado a isto, há toda uma fauna piscícola natural relevante, nomeadamente os peixes de água fria dos rios interiores, como é o caso da truta. Nesta área, estamos vigilantes e adoptámos medidas de vigilância ambientais”.

Agostinho Pinto integra, neste Plano Estratégico, as zonas de lazer fluviais dos rios Louredo, Beça e Poio. Uma outra área, principal componente do concelho, é a floresta. “A floresta assume duas particularidades importantes: uma tem a ver com o aspecto económico e outra tem a ver com o âmbito ambiental e turístico. E aqui surge todo um conjunto de Parques de Lazer de Montanha que estão criados, nomeadamente em Bragadas, Seirós, Madragoso (Cerva) e Lamelas. Para estes, são definidas orientações de manutenção e preservação, para que quem os visite e usufrua possa tirar partido das suas valências naturais” – disse Agostinho Pinto.

 

A defesa das florestas

 

De salientar que Ribeira de Pena vai continuar, este ano, a implementação do “Programa – Voluntariado Jovem para as Florestas”. Deverá participar nele cerca de uma centena de jovens que, alternadamente, em pequenos grupos e por períodos de uma quinzena, auxiliarão todas as entidades, na preservação das florestas do concelho. Pretende-se, com este programa, para além da vigilância da floresta, promover a sensibilização da população, em geral, para a importância da preservação das florestas e do seu valor multifuncional”.

De salientar, ainda e a propósito, que Ribeira de Pena conta, igualmente, com as Corporações de Bombeiros de Ribeira de Pena e de Cerva, as quais, desde 15 de Maio, têm equipas permanentes para combate aos incêndios, sendo que, a partir do próximo mês, estarão disponíveis cinco equipas, num total 25 elementos, acrescendo todos os demais Bombeiros Voluntários. Paralelamente, quatro equipas de Sapadores Florestais encontram-se a executar trabalhos de silvicultura preventiva, nas diversas freguesias. Agostinho Pinto disse, ainda, que a floresta, em Ribeira de Pena, tem uma área de 10 mil hectares. Apesar da redução de incêndios e de área ardida, no ano passado, em todo o concelho, a Câmara Municipal pretende, com os vários projectos e acções, reduzir, cada vez mais, este flagelo: os fogos florestais. Daí merecer especial atenção, neste Plano, a coordenação de várias acções de sensibilização.

“Em termos de área baldia, o concelho de Ribeira de Pena encontra-se dividido em dois Perímetros Florestais: o Perímetro Florestal de Ribeira de Pena e o Perímetro Florestal do Barroso, separados pelo Rio Tâmega.

 

A cultura e a transformação do linho

 

A cultura e a transformação do linho não são postas de parte, neste documento, agora elaborado.

“Apoiamos e incentivamos a sua cultura, bem como o Cooperativismo. O linho é uma planta muito típica do concelho e a sua transformação já atrai pessoas ao sector, sendo a Feira do Linho o seu estandarte”.

Em termos ambientais, o repovoamento cinegético é, também, uma das vertentes. “Vamos apostar em acções de introdução de coelhos e perdizes, em algumas freguesias do concelho, A caça é uma área importante, como veículo turístico para o concelho”. Agostinho Pinto resume este Plano Estratégico, como “uma compilação de várias acções em curso e outras a promover, mas que tem um fim social importante. Ao apoiarmos todas estas iniciativas, pensamos no seu grande destinatário: a população do concelho. O Turismo de Natureza pode ser, no futuro, uma mais-valia social”.

 

Maria Meireles

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