A jogar perante o seu público, o Vila Real entrou em campo a toda a velocidade e remeteu o adversário para o seu último reduto. Logo aos 5’, Maissa, de cabeça, coloca à prova os reflexos do guarda-redes Duarte, que desviou pela linha de fundo. Este maior ascendente inicial não se traduziu em golos e, com o decorrer do tempo, o Infesta foi fazendo o seu jogo, sempre à estreita do contra-ataque. Num lance muito rápido, a bola é lançada nas costas da defensiva local, Magalhães, já na área, faz o cruzamento atrasado para o remate de Braga que foi bem desviado por Cabreca. Estava dado o aviso por parte dos portistas. Perto da meia hora, Peixoto e Maissa fazem bem a combinação, a bola é colocada na área, com Ivo a antecipar-se aos defesas e a rematar por cima da trave. Aos 33’, um balde de água fria para os visitados, com o golo do Infesta, num lance de bola parada. Há um pontapé de canto, marcado de forma rasteira ao primeiro poste, com a bola a ressaltar em vários jogadores e Guedes aproveitou para rematar para o fundo da baliza e assim inaugurar o marcador. Os jogadores da casa mostraram muita passividade neste lance que acabou por mudar completamente a tendência do jogo, pois o Vila Real sentiu em demasia este tento sofrido. Aos 36’, Vitinha I, de muito longe, rematou forte para uma excelente defesa de Cabreca. Ao intervalo, o resultado era um pouco injusto, mas na verdade o Vila Real só se pode culpar de si próprio, pois não conseguiu sair da teia montada pelo técnico José Manuel Ribeiro. Na saída para os balneários, Abel Ferreira recebeu ordem de expulsão do árbitro, por se ter desentendido com um jogador do Infesta.
Na segunda parte, o Vila Real voltou a entrar melhor no jogo, mas isso foi sol de pouca dura, já que o Infesta soube sempre tapar bem os caminhos para a sua baliza. Mesmo assim, aos 53’, Filipe coloca em Maissa, este endossa para a entrada da área, mas valeu o corte providencial de Guedes, quando um jogador vila-realense se preparava para alvejar a baliza à guarda de Duarte. O Infesta não ia muitas vezes à frente, mas quando o fazia o perigo rondava as redes de Cabreca. Aos 61’, Fred limpou bem um lance perigoso, já com Cabreca fora da baliza. A melhor ocasião para os locais empatarem aconteceu aos 78 minutos, com Schuster a rematar de livre para o desvio do guarda- -redes forasteiro. Aos 80’, um lance rápido de contra-ataque deitou por terra todas as esperanças do Vila Real. Pedro Nuno ganha na raça a Fred e à saída de Cabreca deu um pequeno toque na bola que se encaminhou para a baliza e assim estava feito o resultado final. Dois a zero foi um resultado demasiado pesado para as hotes locais, no entanto, há que corrigir os erros cometidos já no próximo sábado frente ao Grijó, num jogo onde só a vitória interessa. O Infesta mostrou que desta vez trazia a lição bem estudada e não deu espaços para o Vila Real explanar o seu futebol. E, desta forma, continua na luta pelo topo da classificação, deixando os transmontanos agora a seis pontos.
As reações dos treinadores
Abel Ferreira, treinador do Vila Real
“Este mau resultado não irá afetar a equipa”
O técnico vila-realense referiu que a sua equipa não esteve bem e mostrou alguma passividade, sobretudo no lance que acaba por marcar o jogo, o primeiro golo do Infesta.
“O Infesta apresentou uma equipa a jogar em bloco baixo e sempre à estreita para explorar o contra-ataque. O Vila Real entrou bem na partida, com muita velocidade e criou algumas boas situações para finalizar, mas não conseguimos fazer nenhum golo. O golo do adversário apareceu contra a corrente de jogo, num lance mal abordado pela minha equipa, em que esteve muito passiva. Antes do intervalo, tentamos chegar ao empate, mas isso não foi possível. Na segunda metade, tentamos e arriscamos tudo, com alterações de esquema tático, mas nem isso valeu para alterar o rumo da partida, pois o Infesta continuou com um bloco muito baixo e a tentar explorar o contra-ataque. Num desses lances, e numa altura em que jogávamos num 4-2-4, o adversário fez o segundo golo que acabou com as nossas aspirações no jogo. O Infesta está de parabéns, pois aproveitou bem alguma passividade da minha equipa, que hoje não conseguiu mostrar a qualidade e capacidade que tem revelado em outros jogos. A nossa organização e solidez não foi forte como gostaríamos e isso traduziu este desaire. No entanto, este mau resultado não irá afetar a equipa e no próximo encontro vamos tentar não cometer os mesmos erros e vencer frente ao Grijó”.
José Manuel Ribeiro, treinador do Infesta
“Este Vila Real ainda terá uma palavra a dizer na luta pela subida”
O técnico forasteiro sublinhou que a sua equipa mereceu vencer, já que foi muito forte e soube aproveitar bem os espaços cedidos pelo Vila Real.
“A minha equipa tem vindo a subir de rendimento jogo após jogo. Agora, mostramos outra consistência e nesta fase já temos duas vitórias. Nesta partida, estivemos quase perfeitos, muito bem defensivamente e saímos também bem para o contra-ataque, em que criamos inúmeras situações para marcar. Fomos aproveitando bem os espaços que o Vila Real deu, já que tinham de ser eles a arriscar. O Vila Real criou algumas oportunidades, mas não muito claras, devido ao bom jogo da nossa parte. Fomos bastante rigorosos em termos táticos e isso resultou em pleno para a nossa estratégia. Este campo é sempre difícil, tem muito público a apoiar a equipa da casa e será difícil alguém passar aqui. Penso que na luta pela subida, este Vila Real ainda terá uma palavra a dizer, já que pratica um bom futebol. Mas, hoje, encontrou um Infesta muito forte e vamos continuar o nosso caminho já a pensar no próximo jogo com o líder Cesarense”.
Ficha Técnica
Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.
Árbitro: Ricardo Coimbra (AF Braga).
Auxiliares: Nicolas Oliveira e Tiago Mendes.
VILA REAL: Cabreca, Filipe, Abreu, Fred, Peixoto, Castanha, Meira (Ganyo, 59’) Schuster, André Azevedo (Rudi, 79’), Ivo e Maissa (Bessa, 73’).
Suplentes não utilizados: Ousmane, Kobe, Francis e Diogo.
Treinador: Abel Ferreira.
INFESTA: Duarte, Carlos, Rui Jorge, Villas Boas, Pedro Pereira, Guedes, Vitinha I, Pedro Nuno, Magalhães (Vitinha II, 55’), Oliveira (Rui Franco, 83’) e Braga (Paulinho, 56’).
Suplentes não utilizados: Rui, Tiago Dias, Jorginho e Penantes.
Treinador: José Manuel Ribeiro.
Ao intervalo: 0 – 1
Cartões Amarelos: Meira (35’), Rui Jorge (45’), Fred (54’), Vitinha II (59’), Pedro Pereira (88’), Vitinha I (90’).
Marcadores: Guedes (33’) e Pedro Nuno (80’).




