Os locais entraram em campo com uma postura positiva e dinâmica, procurando imprimir velocidade no seu jogo e cedo chegaram ao golo, num lance de bola parada. Há um livre, Meira coloca no interior da área, onde aparece completamente solto Abreu a cabecear para o fundo das redes. Estava feito o primeiro golo do encontro. A perder, a estratégia dos forasteiros teve de ser alterada, mas os lances de perigo só surgiam de bola parada. Aos 20’, de livre, em zona frontal, Pedro Gabriel atira com muito perigo, com Cabreca a ver a bola passar junto ao poste. Resposta imediata dos vila-realenses, com Meira a conduzir o ataque, a endossar para Peixoto que rematou por cima do travessão. Pouco depois, novamente os locais a criarem perigo de bola parada, desta vez foi Kobe a cabecear por cima da trave. Os donos da casa estavam por cima no jogo e controlavam as operações, mas o Grijó não baixava os braços e em lances de bola parada colocava em sentido a defesa contrária. No entanto, a melhor ocasião para marcar voltou a ser dos transmontanos, à passagem do minuto 34. A bola é colocada na área, Peixoto salta mais alto que toda a defensiva e remata ao poste, quando já se gritava golo nas bancadas. Houve ainda um ressalto, mas o mesmo Peixoto não conseguir empurrar para a baliza deserta. Uma perdida incrível do lateral visitado. Antes do intervalo, o Grijó voltou a criar perigo na área adversária, valeu Diogo a tirar da zona perigosa. Ao intervalo, o resultado espelhava alguma superioridade dos vila-realenses.
Para o segundo tempo, o técnico Óscar Nogueira opta por tirar Vitinha e colocar Cristiano em campo, tentando dar músculo ao seu meio–campo. O Grijó começou a tomar conta do jogo e o Vila Real teve muito mais dificuldades em chegar com perigo à baliza de Isac. Aos 65’, uma excelente oportunidade para os forasteiros chegarem à igualdade, mas o remate de Cristiano é desviado pela defesa da casa. A resposta veio de livre, com Schuster a colocar na área para o corte do central visitante. Mas, nesta altura, o Grijó estava mais forte na partida e não deixava o Vila Real explanar o seu futebol. Até que, aos 79’, na sequência de um pontapé de canto, a bola é colocada no coração da área, onde aparece Diogo Leite a cabecear para o fundo da baliza, restabelecendo a igualdade. Os transmontanos não desistiram de procurar a vitória, mas Rudi não conseguiu bater Isac, depois de um excelente passe de Luís Carlos, que colocou o avançado na cara do guarda-redes, que desviou o remate pela linha de fundo. Já em tempo de compensação, uma nova jogada de entendimento dos vila–realenses, mas Schuster rematou por cima da trave.
Num jogo bem disputado, o empate acaba por se aceitar. O Vila Real foi mais forte na primeira parte, mas, na segunda, baixou de rendimento e o Grijó aproveitou para chegar à igualdade, já na reta final da partida.
No domingo, o Vila Real tem uma deslocação muito complicada já que vai a casa do líder, o Cesarense, um jogo que promete ser um bom espetáculo de futebol.
As reações dos treinadores
Abel Ferreira, treinador do Vila Real
“A autarquia não liga nadinha a este campo”
O técnico vila-realense referiu que a sua equipa não esteve tão bem como tem estado em outros jogos em casa, mas há que continuar a acreditar nestes jogadores e nesta equipa.
“Apesar de não termos estado tão bem como em outros jogos, conseguimos manter as distâncias para outras equipas. O Luís, o Diogo e o Ivo não são o Azevedo, que consegue criar ruturas nas defensivas contrárias, e as dificuldades começaram a aparecer já numa fase adiantada do jogo. O Grijó também tem qualidade e teve outras ajudas, a arbitragem foi um bocadinho habilidosa, que, com pequenas faltas, empurrou o Vila Real para trás, mas não quero ir por aí. Depois do empate, ainda tivemos boas situações para marcar, mas infelizmente não conseguimos”.
Abel Ferreira já pensa no próximo jogo com o líder. “Esperamos contar com mais opções, já que vamos defrontar uma boa equipa e vamos trabalhar para tentar vencer o Cesarense, mas não irá ser uma tarefa fácil”.
O técnico aproveitou para falar das péssimas condições do relvado do Monte da Forca. “Não quero arranjar desculpas com o relvado, mas é lamentável que a autarquia não tenha tratado o relvado para este jogo. A autarquia não liga nadinha a este campo, não tratam a relva, que tem mais de 25 anos. Os bocados que tentaram recuperar no ano passado estão pelados e já nem relva têm. É uma situação que lamento profundamente”.
Óscar Nogueira, treinador do Grijó
“O resultado encaixa plenamente naquilo que foi o jogo”
O técnico forasteiro salientou o esforço da sua equipa para chegar ao empate, um resultado que considera justo.
“Foi um jogo bastante difícil, mas já contávamos com isso. O Vila Real tem feito bons resultados e isso motiva qualquer equipa. Jogamos contra uma boa equipa, bem organizada e que em casa cria sempre muitas dificuldades aos adversários. Nós também temos opções válidas e concretizamos o nosso objetivo, que passava por não perder aqui e, desta forma, não deixamos o Vila Real fugir na tabela. Quero dar os parabéns aos meus jogadores que levam daqui um resultado bem positivo. Trouxe um meio- -campo muito macio e tecnicamente evoluído, e tive de retificar ao intervalo, dadas as condicionantes do relvado, que está em péssimas condições e não dá para jogar futebol. Acho que foi um jogo mais lutado que jogado, e o resultado encaixa plenamente naquilo que foi o jogo”.



