Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Vila Real, 4 | Murça, 1

Depois da primeira derrota no campeonato, frente ao Montalegre, o Vila Real regressou às vitórias e às boas exibições. Apesar de ter entrado praticamente a perder, os donos da casa conseguiram dar a volta ao resultado e vencer com mérito este jogo, frente a um Murça que nunca virou a cara à luta, dignificando o espectáculo.

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Mesmo com muito frio no Monte da Forca, os adeptos compareceram em bom número para assistir a mais um jogo do campeonato, que teve um início frenético, onde as equipas imprimiram grande velocidade e os golos apareceram. Depois de uma primeira jogada de perigo na área murcense, onde os jogadores vila-realenses ficaram a pedir grande penalidade, a resposta saiu de uma jogada muito rápida, onde a defesa visitada foi totalmente batida. Tony apareceu ao segundo poste e bateu, sem dificuldade, o guarda-redes Ivo, decorria o minuto 2. Na jogada imediata, num lance também muito rápido, Bouças coloca em Schuster que rematou para o empate, numa boa jogada de entendimento dos alvi-negros. Em dois minutos, dois golos, um início de jogo prometedor, onde as balizas estiveram em constante sobressalto. Aos 11’, na sequência de um pontapé de canto, Bouças atira para a baliza, mas a bola é desviada por um defensor visitante. Pouco depois, de livre, Hugo Ribeiro atirou para uma boa intervenção de Ivo. Perto da meia hora de jogo, Miguel Ângelo apareceu em boa posição já na pequena área, mas valeu o corte providencial de Clemente, a aliviar pela linha final. O jogo continuava vivo e o Murça tentava sempre responder às investidas do adversário e, aos 35’, teve uma grande oportunidade, com a bola a embater no poste, ainda na recarga aparece um avançado que tentou o remate, mas valeu o corte de Fredy já na pequena área. O Murça ganhava muitas bolas no centro do terreno e o técnico Abel Ferreira tentou inverter essa tendência, com a entrada de Mico para reforçar aquela zona do campo, saindo o lateral esquerdo Peixoto. No entanto, no decorrer desta primeira parte, o marcador não sofreu mais nenhuma alteração.

Insatisfeito com a igualdade, o técnico da casa optou por deixar Miguel Ângelo nos balneários e lançou o jovem Henrique para dar outra mobilidade à frente atacante. Fruto ou não dessa alteração, o certo é que o Vila Real entrou demolidor e em apenas 3 minutos resolveu a contenda a seu favor. Logo aos 47’, Bouças faz um excelente trabalho na esquerda, cruza para o coração da área, onde André Azevedo foge à marcação e aparece, completamente sozinho, a rematar para o fundo da baliza, fazendo a reviravolta no marcador. Volvidos 3 minutos, Azevedo volta a facturar, num golo de belo efeito, já que o remate/cruzado foi muito bem colocado, batendo sem contemplações o guarda-redes Marco, que nada podia fazer. A perder por dois golos de diferença, o Murça não teve a mesma capacidade que evidenciou durante o primeiro tempo, no entanto nunca baixou os braços e tentou reduzir a desvantagem. Por duas vezes, ainda conseguiu chegar com perigo à área vila-realense, mas faltou alguma eficácia no último terço do terreno. Aos 68’, os forasteiros vão ficar reduzidos a 10 elementos, com a expulsão de Abílio, que viu o segundo cartão amarelo, depois de ter puxado Bouças, quando este se encaminhava para o contra-ataque. Neste caso, o árbitro não teve outra opção e teve mesmo que dar ordem de expulsão ao lateral murcense. Com menos um jogador e a perder, tudo ficou mais complicado para os pupilos de Gilberto Gomes, que não mostraram os mesmos argumentos da primeira parte. Nesta altura, o Vila Real controlava totalmente o jogo e já muito perto do final, aos 88’, o assistente do lado da bancada deu indicação ao árbitro principal para uma falta sobre Henrique dentro da grande área, que Marco Cardoso prontamente apontou para o castigo máximo. Chamado à conversão, Schuster não perdoou e bisou na partida, assim como já o tinha feito Azevedo.

O Vila Real deu uma resposta positiva e regressou às vitórias, num resultado que não deixou dúvidas quanto à justeza do vencedor. O Murça tem vindo a surpreender, mas não teve capacidade para suster o líder, no entanto, há que realçar a boa postura da equipa na primeira parte, onde não foi inferior ao seu adversário.

No domingo, o Vila Real terá uma deslocação até Sabroso de Aguiar, que continua na cauda da tabela. Já o Murça recebe o Santa Marta, um dos jogos interessantes da próxima jornada

 

Abel Ferreira, treinador do Vila Real

“Voltamos a ser a equipa que já habituou os adeptos às boas exibições”

O técnico vila-realense salientou que a derrota em Montalegre não afectou o grupo, num jogo onde a sua equipa mostrou mais argumentos e foi a justa vencedora.

“Sabíamos que iríamos encontrar algumas dificuldades, perante uma equipa que já conhecíamos e que tem vindo a fazer um bom campeonato. O Murça não tinha nada a perder e na primeira vez que foram à nossa baliza, foram felizes e marcaram. Isso poderia ter abalado os jogadores, mas também tivemos a felicidade de marcar no minuto seguinte. A partir do empate, o Murça volta a subir mais no terreno, fruto de alguma passividade da minha equipa. A partir da meia hora de jogo, conseguimos acertar nas marcações e voltamos a ser a equipa que já habituou os adeptos às boas exibições. Na segunda parte, fomos superiores a todos os níveis e gerimos bem o resultado até ao final. Em conclusão, foi um bom jogo, ganhamos bem e esta vitória não deixa dúvidas a ninguém. No entanto, reconheço que o Murça tem uma boa equipa, mas hoje fomos muito superiores”.

Abel Ferreira sublinhou que a derrota em Montalegre não afectou a equipa. “Apesar da termos sido derrotados, os jogadores saíram de Montalegre de cabeça bem levantada, porque jogaram bem e fizeram tudo para alcançar outro resultado”.

 

Gilberto Gomes, treinador do Murça

“Adormecemos durante cinco minutos”

No final do encontro, o técnico forasteiro sublinhou a postura da equipa no primeiro tempo, mas os primeiros minutos da segunda parte foram fatais para o Murça.

“A minha equipa esteve muito bem durante na primeira parte, onde jogamos de igual para igual com o líder o campeonato. No entanto, nos primeiros cinco minutos do segundo tempo, o jogo ficou resolvido, com os dois golos do Vila Real, onde adormecemos durante cinco minutos. Tivemos inúmeras oportunidades para “matar” o jogo na primeira parte, mas fomos ineficazes na finalização. Aliás, ao intervalo, poderíamos ter uma margem dilatada no marcador, mas isso, infelizmente, acabou por não acontecer. A diferença entre as equipas esteve na finalização. Claro, que sofrer dois golos daquela forma afectou animicamente os jogadores, que mesmo assim não mereciam este resultado tão desnivelado. Mas, tanto faz perder por três ou por quatro”.

O técnico murcense acredita que a sua formação irá fazer um bom campeonato. “Vamos continuar a tentar jogar o melhor futebol possível até ao fim da temporada”.

 

Ficha Técnica

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Marco Cardoso

Auxiliares: Paulo Guerra e Adriano Martins

VILA REAL – Ivo, Miguel Ângelo (Henrique, 45’), Nuno Fredy, Kobe, Peixoto (Mico, 35’), Francis (Abreu, 77’), Castanha, Schuster, Bessa, Azevedo, Bouças.

Suplentes não utilizados: Cabreca, Nunes, André Coutinho e Tiago.

Treinador: Abel Ferreira.

MURÇA – Marco, Loureiro (Cleto, 74’), Adegas, Clemente, Albino, Hugo Ribeiro, Tony, Marito, Bino (André, 61’), João Vaz, Fontoura.

Suplentes não utilizados: Topinha, Dinis, Miguel Paiva e Atílio.

Treinador: Gilberto Gomes.

Ao intervalo: 1 – 1

Cartões Amarelos: Marito (14’), Bessa (28’), Peixoto (32’), Hugo Ribeiro (37’), Loureiro (42’), Albino (45’ e 68’), Bouças (89’), Clemente (91’), Adegas (94’).

Cartão Vermelho: Albino (68’).

Marcadores: Tony (2’), Schuster (3’ e 88’), Azevedo (47’ e 50’).

 

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