Vila Real 7 | Alijoense 0

Numa tarde gélida no Monte da Forca, o Vila Real não esteve com contemplações e goleou o Alijoense por sete bolas a zero. Num jogo de sentido único, os locais não sentiram nenhumas dificuldades para se imporem, perante um adversário que evidenciou muitas fragilidades e não admira que ocupe a última posição da tabela classificativa. Mesmo assim, lutaram com dignidade e nunca viraram a cara à luta, uma atitude de louvar.

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Com apenas três pontos nesta campeonato, os forasteiros entraram em campo com uma estratégia claramente defensiva, com dois blocos muito baixos, tentando dificultar ao máximo a aproximação do adversário à sua área. Mas, cedo se verificou que as fragilidades eram evidentes e o Vila Real começou logo a desperdiçar, com Rui a rematar ao poste, depois de mais algumas perdidas nos minutos iniciais. Mas, a partir do minuto 15 os locais começaram a aproveitar, com o irrequieto Miguel a inaugurar o marcador. Cruzamento para a área, Schuster coloca em Miguel que não teve dificuldade em bater André pela primeira vez. Cinco minutos volvidos, abertura de Peixoto na esquerda para Miguel, que cruza de imediato para a área, falha defensiva que foi bem aproveitada por Leandro à boca da baliza a dar um toque subtil com o cabeça e a bola a entrar pela segunda vez na baliza à guarda de André. Aos 25’, mais um golo para os visitados. Beja cruza para o interior da área, com Schuster a fazer um cabeceamento forte, sem qualquer hipótese para o desamparado André. Dois minutos volvidos, na sequência de um pontapé de canto, Rui coloca na área onde aparece Peixoto a cabecear sem oposição e a fazer o quarto golo para a sua equipa. Com uma dinâmica ofensiva muito forte, o Vila Real nem precisou de acelerar muito para marcar em catadupa, já que o Alijoense sentia muitas dificuldades para sair do seu meio campo. Por isso, não foi de estranhar o quinto golo à passagem do minuto 39, com Miguel a bisar. A bola é colocada ao segundo poste, onde aparece Miguel, livre de marcação, a fuzilar autenticamente André, com um remate indefensável. O resultado ao intervalo espelhava aquilo que se tinha passado em campo, um Vila Real muito forte, perante um Alijoense a não conseguir travar o ímpeto do líder.

Para a segunda metade, o técnico Abel Ferreira fez algumas alterações para dar minutos a jogadores menos utilizados e o ritmo de jogo baixou. O terreno de jogo muito pesado também contribuiu para um espetáculo mais pobre durante estes segundos 45 minutos. Depois de algumas perdidas dos locais, os dois últimos golos só apareceram nos minutos finais do jogo. Aos 88’, André Teixeira corta a bola com o braço dentro da área e André Neto de imediato apontou para a marca de grande penalidade. Chamado à conversão, Leandro não facilitou e marcou o sexto golo, bisando na partida. Em cima do minuto 90, Eduardo num pontapé forte e colocado fecha a contagem, na goleada da época.

Num jogo sem história, o Vila Real goleou e mostrou a diferença abismal que existe entre as duas formações, não é por acaso que uma é líder e outra ocupa a última posição da tabela.

No próximo domingo, o Vila Real tem uma longa deslocação até Vilar de Perdizes, já o Alijoense recebe a visita do Mondinense.

 

As reações dos treinadores

 

Abel Ferreira, treinador do Vila Real

“Apelo aos adeptos para apoiarem a equipa no próximo jogo em Vilar de Perdizes”

O técnico vila-realense elogiou a postura da sua equipa, que foi humilde e mereceu inteiramente este resultado.

“Os jogadores tinham sido avisados sobre esta equipa do Alijoense e entrou muito forte na partida. Enquanto o terreno de jogo deixou, o Vila Real praticou um bom futebol e marcou cinco golos, mas poderia ter marcado mais um ou outro. Na segunda parte, pedi aos jogadores a mesma atitude e organização, mas o campo não deixou, com os jogadores a escorregarem e a bola a fugir. Mesmo assim, falhamos algumas oportunidades e ainda marcamos mais dois golos na parte final. Gostei da atitude da equipa, que foi humilde e lutou sempre até ao fim. Por isso, os jogadores estão de parabéns. É pena continuarmos a ter estas condições e acho que chegou a altura de mudar e requalificar este estádio”.

“Faço um apelo aos adeptos para apoiarem a equipa no próximo jogo em Vilar de Perdizes, um jogo que será difícil e espero que a equipa não se sinta sozinha e sinta o apoio dos adeptos”.

 

Nuno Almeida, treinador do Alijoense

“É óbvio que não gostamos de perder por estes números”

O treinador visitante sublinhou que esta derrota não irá afetar a sua equipa, que vai tentar dar a volta aos maus resultados já na próxima jornada.

“Há que dar os parabéns às três equipa que se comportaram de forma digna durante os 90 minutos, em que as condições do terreno não estiveram fáceis. Tentamos contrariar a superioridade do Vila Real mas não foi fácil. Depois do primeiro golo, tudo se tornou mais fácil para o Vila Real, que num curto espaço de tempo fez mais três golos e isso tira a minha equipa automaticamente do jogo. É um resultado que vale só três pontos, mas é óbvio que não gostamos de perder por estes números, que são muito expressivos, no entanto, vamos dar a volta e pensar que vamos conquistar a primeira vitória já no próximo jogo com o Mondinense”.

 

Ficha Técnica

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.

Árbitro: André Neto.

Auxiliares: Israel Lopes e Márcio Teixeira.

VILA REAL: Marcelo, Beja, Fred, Peixoto, Zé Diogo, Castanha, Francis (Topinha, 64’), Schuster (Eduardo, 45’), Leandro, Miguel (Diogo, 45’) e Rui Magalhães.

Suplentes não utilizados: Nené, Carreira, Paulinho e Tiago.

Treinador: Abel Ferreira.

ALIJOENSE: André Carvalho, Nelson, Rui Santos, Caetano (Hugo Oliveira, 84’), Carlinhos, Luís Carlos (César Narciso, 64’), Pedro Silva, Ricardo, Bruno Ligeiro, Luís Maximino, Zé Tola (André Teixeira, 87’).

Suplente não utilizado: Hugo Santos.

Treinador: Nuno Almeida.

Ao intervalo: 5 – 0

Marcadores: Miguel (15’ e 39’), Leandro (20’ e 88’), Schuster (25’), Peixoto (27’), Eduardo (90’).

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