Sábado, 16 de Outubro de 2021

Vila Real, 9 | Salto, 0

Foi uma tarde de muita chuva e muitos golos no Monte da Forca. O Salto apresentou-se bastante desfalcado e no banco apenas tinha um jogador, perante o líder na sua máxima força. Por isso, não foi de estranhar o volumoso resultado que os comandados de Abel Ferreira conseguiram neste jogo, na maior goleada até agora registada na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Vila Real.

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Num jogo de sentido único, o Vila Real cedo se aproximou com perigo da baliza à guarda de Reis, no entanto, só aos 7’ Abreu encontrou o caminho da baliza. Na sequência de um pontapé de canto, a bola é colocada no segundo poste, onde aparece o central, Abreu, livre de marcação, a rematar ao ângulo mais distante e a fazer um golo de belo efeito. Volvidos dois minutos, Bessa ganha na linha de fundo, coloca em Bouças, que vê Mico em melhor posição e endossa-lhe o esférico para este fazer o segundo golo da tarde. Tudo demasiado fácil para os donos da casa, que pouco depois vão fazer o terceiro. Aos 14’, mais uma vez, na sequência de um pontapé de canto, a bola é levantada para a área, Fredy salta mais alto que os defesas e faz o cabeceamento certeiro, sem qualquer hipótese para o guarda-redes Reis. O Salto fazia o que podia para travar as investidas do adversário, que foi falhando oportunidades atrás de oportunidades. O único remate dos visitantes durante esta primeira metade aconteceu aos 20’, mas sem qualquer perigo para Ivo. Os vila-realenses só voltariam a acertar na baliza mesmo em cima do apito para o intervalo, com Fredy a bisar na partida, num golo muito idêntico ao que tinha concretizado ao minuto 14, mas, desta vez, o central apareceu no segundo poste e bateu pela quarta vez Reis. Ao intervalo, o marcador registava quatro bolas a zero, a favor dos locais, mas poderiam ter sido muitos mais, já que os alvi-negros viram três golos anulados por suposto fora de jogo.

Com uma tarde muito tranquila, o técnico da casa optou por deixar Filipe nos balneários e colocar Tiago no jogo, um jogador mais rápido para explorar o flanco direito. Nos primeiros vinte e cinco minutos da segunda parte, os locais continuaram a criar inúmeras ocasiões, mas, ou por falta de pontaria dos avançados ou por boas intervenções da defesa e do guarda-redes, a bola teimou em entrar. Até que, aos 70’, Azevedo faz o quinto golo para a sua equipa, num remate bem colocado, sem hipótese para Reis. Volvidos dois minutos, Bessa oferece o golo ao recém-entrado Miguel Ângelo, que só teve de encostar o pé para a bola entrar pela sexta vez na baliza. O Salto era uma equipa à espera que o tempo passasse o mais rápido possível, tentando evitar que o resultado atingisse maiores proporções. Aos 75’, Azevedo atira para a defesa incompleta de Reis, que Schuster aproveitou para dar ainda mais volume ao resultado (7 – 0). A um minuto dos noventa, Azevedo também bisa na partida, que corresponde da melhor forma ao cruzamento de Bessa e, com um toque subtil, coloca a bola no fundo da baliza. Um minuto depois, aos 90’, Tiago fez o nono golo, numa boa jogada de entendimento em que Miguel Ângelo endossa para Tiago que aproveitou para fechar a contagem, em nove golos sem resposta.

Num jogo sem história, o Vila Real alcançou a maior goleada da época, perante um Salto muito desfalcado e que não apresentou argumentos para incomodar o líder, que assim continua a sua caminhada imparável rumo à terceira divisão nacional.

No domingo, o Vila Real terá uma deslocação difícil até ao reduto do Atei, que tem vindo a fazer um bom campeonato. Já o Salto recebe o Fiolhoso e poderá regressar aos resultados positivos.

 

Abel Ferreira, treinador do Vila Real

“Os Jogadores estão de parabéns pela humildade e concentração que demonstraram”

O técnico vila-realense salientou a postura ofensiva dos seus jogadores perante um Salto demasiado frágil e que não mostrou argumentos para travar o líder.

“O importante é ganhar. Sabíamos que o Salto se iria apresentar bastante desfalcado, mas no futebol tudo é possível e estávamos precavidos para isso. Mentalizamos os jogadores que o facto que, por vezes, estes jogos não são fáceis e, por isso, é preciso ter sempre a máxima atenção. Hoje, nos primeiros 15 minutos, tivemos muitas facilidades e fizemos três golos. Depois, a equipa baixou um pouco a sua intensidade de jogo, mas teve muitas oportunidades, onde a displicência foi evidente, e só voltou a marcar perto do intervalo. Na segunda parte, marcamos mais cinco golos. Ganhamos por nove, mas poderíamos ter ganho por mais. Quero dar os parabéns aos meus jogadores pela forma como abordaram o jogo, com muita humildade e concentração. Dou também os parabéns ao Salto porque sei que é difícil fazer melhor com as limitações que apresentaram. Mesmo assim, nunca fez anti-jogo e tentou jogar com as poucas armas que tinha. Mas, hoje fomos muito mais fortes e o resultado acaba por se ajustar”.

Abel Ferreira sabe que terá uma deslocação complicada a Atei no domingo, mas confia na vitória. “Vamos tentar manter a distância para o segundo classificado e tentar consolidar a nossa posição. Sabemos que é difícil jogar no campo do Atei, mas conhecemos o campo e a equipa, e vamos lá tentar fazer um bom jogo e trazer na bagagem os três pontos”.

 

Jorge Carvalho, treinador do Salto

“A minha equipa apresentou-se muito desfalcada”

No final do encontro, o técnico forasteiro focou a atitude da sua equipa, que se apresentou bastante desfalcada, mas também já sabiam que do Monte da Forca não iriam levar nada na sua bagagem.

“Foi um resultado normal, já que a minha equipa se apresentou muito desfalcada. Tive de jogar com dois atletas lesionados e ainda utilizei mais três jogadores que não costumam jogar nesta equipa, mas foi o que consegui arranjar para este jogo. Tudo isso condicionou a nossa postura e influenciou o resultado final. O nosso campeonato também não se resume a este jogo, temos vários jogos pela frente e iremos recuperar destes dois desaires pesados que tivemos. À partida, sabíamos que seria difícil travar o super poderoso Vila Real. Já no próximo jogo, vamos contar com os jogadores castigados e com outros que não puderam dar o seu contributo neste jogo porque trabalham ao domingo. De qualquer forma, este jogo já passou e, agora, vamos concentrar todas as nossas forças nos próximos desafios, porque temos todas as condições para nos mantermos nesta divisão”.

 

Ficha Técnica

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Marco Cardoso

Auxiliares: Paulo Guerra e Eduardo Teixeira

VILA REAL – Ivo, Bessa, Abreu, Nuno Fredy (Manuel, 65’), Peixoto, Castanha, Azevedo, Mico (Miguel Ângelo, 65’), Schuster, Filipe (Tiago, 45’), Bouças.

Suplentes não utilizados: Cabreca, Francis, Henrique e Nunes.

Treinador: Abel Ferreira.

SALTO – Reis, Fernando, Edgar, Cadu, Gigante, Cristiano (André, 56’), Vieira, Varela, Armindo, Pedro, Renato.

Treinador: Jorge Carvalho.

Ao intervalo: 4 – 0

Marcadores: Abreu (7’), Mico (9’), Fredy (14’ e 45’), Azevedo (70’ e 89’), Miguel Ângelo (72’), Schuster (75’), Tiago (90’).

 

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