Desde janeiro até ao dia 15 de agosto, foram registados em Vila Real 516 incêndios florestais, um número que coloca o distrito em primeiro lugar nas ocorrências com área ardida superior a um hectare, divulgou, no dia 20, a Autoridade Florestal Nacional (AFN) no balanço provisório das fases Alfa, Bravo e Charlie.
Segundo o relatório, no total de ocorrências (fogachos e incêndios), o Porto lidera com 3.337 ocorrências, ficando o distrito vila-realense na quinta posição da tabela, antecedido apenas por Braga, Viseu e Aveiro. No entanto, no caso do Porto, “92 por cento das ocorrências correspondem a fogachos”, ou seja, incêndios com menos de um hectare.
Os distritos do Alentejo, nomeadamente Beja, Évora e Portalegre, foram os que apresentaram menor número no total de ocorrências, apresentando respetivamente 47, 49 e 64 incêndios e fogachos.
No cálculo da área ardida desde o início do ano, Faro é, de longe, o mais fustigado, sendo referido que dos 21.498 hectares consumidos pelas chamas, “97 por cento resultaram do grande incêndio” que, em julho, afetou os concelhos de Tavira e São Brás de Alportel.
O segundo distrito com maior área ardida, com 10 mil hectares, foi Bragança, seguido de Braga (7.964 hectares) e Vila Real (5.832 hectares).
No total, desde o início do ano, os bombeiros já foram chamados a intervir em 15.583 ocorrências (mais 2.400 que em igual período do ano passado) que consumiram quase 72 mil hectares de matos e povoamentos, ou seja, mais do dobro da área ardida registada entre janeiro e agosto de 2011.
Além do incêndio de Faro, a segunda ocorrência com maior área ardida verificou-se em Bragança, mais exatamente em Vimioso/Campo de Víboras, onde as chamas consumiram, no dia oito de agosto, 1.879 hectares.
O relatório da AFN apresenta ainda a lista das ocorrências verificadas no território nacional que foram responsáveis pela destruição de mais de cem hectares, na qual Vila Real aparece dez vezes, sendo de sublinhar que o incêndio mais ‘devastador’ entre os registados no distrito aconteceu no dia 11 de agosto, altura em que 704 hectares arderam em Chaves/Vilarinho das Paranheiras.
Alerta Amarelo prolonga-se até às 20h00 de hoje
À hora de fecho desta edição do Nosso Jornal mantinha-se ativo o alerta amarelo lançado, na segunda-feira, pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, devido ao tempo “quente e seco”.
O alerta abrangeu 11 distritos do país, entre os quais também Bragança, e referiu uma previsão de temperaturas que ultrapassariam os 35 graus, nas máximas, e os 20 graus, nas mínimas.
A ANPC voltou assim a recordar que, “de acordo com as disposições legais em vigor, não é permitido: a realização de queimadas, nem de fogueiras para recreio ou lazer, ou para confeção de alimentos; queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração; o lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes; fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem; e a fumigação ou desinfestação em apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas”.
Recomenda-se “ainda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente com a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução”.





