Terça-feira, 7 de Dezembro de 2021

Vila Real “liberaliza” esplanadas e atribui selo de segurança ao comércio

A Câmara de Vila Real vai “liberalizar as esplanadas” e atribuir o selo “Comércio Seguro”, medidas que visam apoiar os comerciantes, garantir o cumprimento das normas de segurança e atrair clientes para o centro da cidade.

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“Vamos quase que liberalizar a utilização do espaço público para o setor da restauração, permitindo-lhes que o espaço que estão proibidos de utilizar dentro de portas possam utilizá-lo cá fora”, afirmou Nuno Augusto, vereador do pelouro do Desenvolvimento Económico e Emprego e responsável pelo Regia Douro Park.

A medida visa ajudar os comerciantes afetados pela pandemia de covid-19 e pretende mitigar a limitação para 50% da lotação dos restaurantes e cafés.

“Dentro do espaço de rua disponível, as esplanadas poderão ter uma grande capacidade de expansão, sempre com o cuidado de respeitar o vizinho”, referiu.

O processo de licenciamento das esplanadas será também, segundo o autarca, mais rápido.

“A perspetiva é que possamos licenciar as esplanadas de um dia para o outro”, salientou.

Nuno Augusto explicou que o Regia Douro Park tem dois técnicos instruídos para ajudar os comerciantes a fazer o licenciamento, articulando com o serviço do município.

O vereador disse que “para já se vão manter” as taxas de ocupação da via pública.

As duas entidades vão também ajudar as empresas a preparar as candidaturas ao programa Adaptar, lançado pelo Governo para apoiar na aquisição de equipamento de proteção individual e na adoção de medidas de segurança.

Esta manhã, no centro da cidade, elementos do município, do Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) Douro Norte e do Regia Douro Parque realizaram uma ação de sensibilização nos estabelecimentos comerciais. A iniciativa conta ainda com a parceria da Associação Comercial de Vila Real.

O objetivo do programa “Comércio Seguro” é “formar”, “ajudar os comerciantes” e “transmitir confiança aos clientes”.

Os estabelecimentos comerciais visitados receberam um selo para afixarem na porta. “É um selo de garantia de cumprimento das medidas legais de segurança”, explicou Nuno Augusto.

Dentro de uma ourivesaria, João Brás disse que a iniciativa da câmara é boa, que incentiva à adoção das devidas precauções para “ver se isto se revolve o mais rapidamente possível”.

“Estive fechado dois meses, reabri dia 04 e está a correr mal porque as pessoas não andam com vontade de comprar. Vamos levando as coisas com calma”, referiu

Dentro da loja, explicou, todos os artigos que são experimentados são “desinfetados com álcool”.

Rosalina Silva reabriu a sua loja de roupa também no dia 04 de maio e disse à agência Lusa que, “dentro da expectativa, até está a correr bem”.

Os clientes têm vindo à loja, onde são obrigados a higienizar as mãos e usar máscara.

“Quando experimentam a roupa, ponho-a de lado e depois desinfeto-a, tal como o provador e o balcão. O período em que estive fechada foi complicado e estava desejosa de voltar ao trabalho”, afirmou.

Numa perfumaria foram isolados todos os expositores para que os clientes não mexam, há gel desinfetante e limitação do número de pessoas dentro da loja e é obrigatório o uso de máscara.

“Eu acho que não está a correr muito mal, os nossos clientes também são fidelizados e voltam. O período em que estivemos fechados foi complicado, mas continuamos a vender ‘online’”, referiu Eugénia Moreira.

Nuno Augusto considerou que as micro e pequenas empresas e o comércio tradicional são dos que mais estão a “sofrer com os efeitos da pandemia” e, por isso, frisou que é preciso rapidamente “acelerar e incentivar ao consumo”.

“A reabertura das lojas é um processo que será progressivo, as pessoas estão a adaptar-se a esta nova realidade. Há muita gente que ainda tem receio de sair à rua. Por outro lado, consideramos que esta pode ser uma oportunidade para o centro histórico e o comércio de rua porque é possível que muitos não se sintam bem em visitar as grandes superfícies comerciais”, salientou.

Acrescentou que “esta pode ser uma nova oportunidade” que é “preciso agarrar rapidamente”.

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