Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Vila Real quer entrar na rede nacional de Centros Ciência Viva

Defendendo a sua posição enquanto capital da biodiversidade, o município de Vila Real deu mais um passo na direção da sensibilização e preservação do património natural, com a abertura ao público do Centro Ciência Viva, o qual terá exposições, laboratórios, um borboletário e um jardim de aromáticas, entre outras valências. O objetivo agora é conseguir o reconhecimento da Agência Portuguesa do Ambiente e, consequentemente, a integração da infraestrutura na rede de 20 centros existentes a nível nacional.

-PUB-

A Câmara Municipal de Vila Real, em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), já apresentou a proposta à Agência Portuguesa do Ambiente e aguarda agora a resposta sobre a integração do Centro Ciência Viva, que entra em pleno funcionamento no próximo ano letivo, na rede nacional.

Adriano Sousa, vereador responsável pelo pelouro do ambiente da Câmara Municipal, explicou que “estão a ser feitos novos contactos” junto da Agência Nacional para que a integração na rede seja uma realidade “o mais rapidamente possível”.

O vereador falava exatamente no Dia do Ambiente, dia em que o Centro Ciência Viva de Vila Real abriu pela primeira vez as portas ao público, pese embora ainda haja alguns pormenores a concluir. “Hoje quisemos mostrar às pessoas que a situação de impasse em que este equipamento se encontrava deixou de existir”, explicou o mesmo responsável, recordando que, depois da falência do empreiteiro e de vários anos de espera, a autarquia teve que acabar a obra.

A Câmara e a Universidade estão a “desenvolver um conjunto de iniciativas de forma a ter um plano estratégico que permita, no próximo ano letivo, oferecer às escolas pacotes de atividades, experiências e vivências que os alunos nas salas de aulas não conseguem ter e que serão um excelente complemento para a sua aprendizagem”.

“Queremos criar um espaço privilegiado de conhecimento, investigação e descoberta numa camada que é fundamental para nós, que são os jovens”, adiantou Adriano Sousa, salientando que o Centro Ciência Viva estará aberto à população em geral e a escolas de outros concelhos.

Com cerca de 20 estruturas espalhadas por todo território nacional, os Centros Ciência Viva “são espaços interativos de divulgação científica e tecnológica e funcionam como plataformas de desenvolvimento regional científico, cultural e económico, através da dinamização dos atores mais ativos nestas áreas”.

Para dar exatamente resposta a esses objetivos, a autarquia vai, em breve, lançar um concurso público internacional para a criação de uma exposição permanente do património natural, altamente interativa com recurso às novas tecnologias, “que será dividida em seis módulos que abordarão o território, a geologia, a hidrologia, a biodiversidade, a paisagem e a energia”.

Além da zona onde ficará a exposição permanente, o centro conta com mais dois edifícios (um com laboratórios e outro destinado à leitura e promoção da investigação) e, finalmente, com “um amplo espaço exterior onde existirão três estufas”, que albergarão o borboletário, o banco de germoplasma e o jardim das aromáticas.

“A UTAD será uma parceira ativa neste centro através dos seus projetos de investigação nas diferentes áreas, que vão alimentar quer as exposições quer as atividades” a desenvolver, explicou António José Silva, vice-reitor da academia transmontana.

O mesmo responsável explicou que tem havido uma “cooperação intensa com a Câmara Municipal, numa forte aposta na ciência e, neste caso em particular, no complexo museológico e laboratorial que constitui o Centro Ciência Viva”, que representa, assim, um “projeto estruturante para a universidade e para a cidade e com uma enorme funcionalidade educativa para toda a população”.

De recordar que, o centro vai funcionar em estreita cooperação com a Agência de Ecologia Urbana, uma outra infraestrutura localizada no Bairro dos Ferreiros, também nas margens do Rio Corgo, e com o Observatório da Biodiversidade, um projeto que vai nascer em Quintã mas que ainda está em fase de construção.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

COMENTAR FACEBOOK

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.