Luís Fernandes explicou que esta verba é usada para medicamentos e desparasitação, mas também financiar a administração vacinação, embora a vacina para a Língua Azul seja comparticipada pelo Governo.
Ainda de acordo com o autarca, o apoio do município para a sanidade animal é atribuído consoante as necessidades apresentadas pela Organização dos Produtores Pecuários (OPP).
Tanto a doença da Língua Azul como a Doença Hemorrágica Epizoótica são transmitidas pela picada de um inseto, podendo levar à morte do animal. Contudo, não são transmissíveis aos humanos.
No ano passado, no concelho de Vinhais, das 227 explorações de pequenos ruminantes, 85% foram afetadas pela Língua Azul, serotipos S3-8. Já nos bovinos, animais de grande porte, a Língua Azul e a Doença Hemorrágica Epizoótica afetaram 80% das 220 explorações do concelho.
Este ano, segundo Luís Fernandes, o cenário é diferente. “Felizmente não tem pelo menos até agora afetado muito o concelho [a doença da Língua Azul] e também essas são medidas preventivas”, salientou.
O município já investiu 140 mil euros, este ano, em apoios para os agricultores, incluindo a disponibilização de um piquete veterinário 24 horas por dia.
O apoio à sanidade animal, frisou, “assume particular importância num concelho onde a atividade pecuária constitui uma componente relevante da economia rural e da sustentabilidade das explorações agrícolas e familiares”.
No ano passado, esse investimento ultrapassou os 180 mil euros, devido ao surto de Língua Azul e de Doença Hemorrágica Epizoótica no gado do concelho, que obrigou a medidas extra, como vacinação e desinfestação.



