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Vinho espumante fermentado em barrica

O Douro pode ter mais um produto de excelência: os espumantes. Nas Caves Transmontanas, aposta-se na fermentação em barrica. A colheita é de 2004, mas deverá chegar ao consumidor apenas em 2011. No ainda pequeno historial de espumantes produzidos na Região Demarcada do Douro, surge um novo processo, no que concerne à sua elaboração. Ou […]

O Douro pode ter mais um produto de excelência: os espumantes. Nas Caves Transmontanas, aposta-se na fermentação em barrica. A colheita é de 2004, mas deverá chegar ao consumidor apenas em 2011.

No ainda pequeno historial de espumantes produzidos na Região Demarcada do Douro, surge um novo processo, no que concerne à sua elaboração. Ou seja, um vinho base para espumante antes do seu engarrafamento passou por um processo de fermentação em barrica de carvalho. O método é das Caves Transmontanas que têm vindo, de há uns anos para cá, a fazer um trabalho válido de investigação, não só nos espumantes como, também, nos vinhos DOC Douro.

A primeira experiência foi assente numa “base” de 2004, mas que só irá para o mercado em 2010 ou 2011. A garantia deixada, ao Nosso Jornal, pelo “winemaker” Celso Pereira: “É um espumante completamente fora do normal, em relação àquilo que se tem vindo a fazer, na existência das Caves Transmontanas. É um vinho que tem muito, ainda, a adquirir, daí que vamos esperar, com paciência, a sua evolução. Foi um desafio e julgo que vai valer a pena”. O enólogo, com passagem por Nap Valley (uma conhecida e afamada região vinhateira californiana), vai mais longe, porque acredita que “a produção de espumantes pode valorizar a Região Demarcada do Douro”, onde, no seu entender, “há grandes capacidades para produzir excelentes espumantes, nas zonas mais altas, de transição, onde predominam os solos e subsolos graníticos”.

Celso Pereira deixa, no entanto, um outro conselho: “Também é preciso encontrarmos as castas certas, para os locais certos, assim com a altitude adequada”. Quanto às castas, “as Chartdonnay e Pinot são boas, assim como as tradicionais do Douro. Eu não sou fundamentalista. Acho que as nossas castas são boas, mas devemos criar uma combinação que agrade ao consumidor”.

Debruçando-se sobre a questão da comercialização, reconheceu que “é preciso fazer campanha, porta a porta e não pensar numa globalização do consumo, mas, sim, procurar nichos específicos, no mercado nacional e estrangeiro”.

 

Jmcardoso

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