Resveratrol é assim que se chama esta substância que encontra-se na pele das grainhas da uva em maior quantidade nas castas tintas, mas também nas brancas, embora em menor percentagem. Além disto, outros benefícios para a saúde são garantidos pelos especialistas, nomeadamente na prevenção da formação de coágulos e também para combater o cancro.
Sobre esta matéria, o Nosso Jornal, foi ouvir o médico Jorge Almeida, residente na Régua, e deputado pelo PS na última legislatura. “Efectivamente, sobretudo o vinho tinto, possui substâncias comprovadamente benéficas para a saúde humana. Há mais de 30 anos que os polifenóis, elementos presentes no vinho, são conhecidos como sendo benefícios para a saúde humana.
Recentemente foram descobertas vantagens na utilização do conjunto dos polifenóis, no caso das arterioscleroses, que ajuda a reduzir as gorduras no sangue. Foi ainda descoberta uma outra substância que é o resveratrol que actua de outra forma e que, em experiências de laboratório com animais, foi possível identificar uma vantagem dessa substância que tem a ver não só com os processos infecciosos, mas também que é capaz de inibir a duplicação das células tumorais”. Contudo, este médico salientou que “estas duas acções do resveratrol ainda não estão suficientemente comprovadas na saúde humana em larga escala. São experiências de laboratório, feitas com animais, que estão a caminhar muito bem”, sublinhou o médico.
Porém, esta novidade não pode induzir ao consumo exagerado do vinho, e Jorge Almeida deixa o aviso: “o vinho só deve ser consumido às refeições, com moderação e por quem não tenha problemas de saúde. Em termos diários, para um adulto de 70 Kg, a quantidade não deverá ultrapassar os 500 ml, dividido pelas duas refeições. A esta quantidade não se deve acrescentar cerveja, bagaço ou outras bebidas alcoólicas. Se isso acontecer, deverá diminuir a quantidade de vinho ingerida”, disse Jorge Almeida.





