Berta Santos, presidente da Avidouro, reivindicou para o Douro “um plano de emergência”. Esta dirigente lembrou que a manifestação serviu para “lançar um novo grito de alerta e de protesto”, tendo em conta a situação crítica que se vive no Douro. “Se antes já era difícil, agora a situação ficou pior com o autêntico roubo das 25 mil pipas de vinho com benefício”, sublinhou.
A dirigente voltou a lembrar o “estado de ruína” em que se encontram os pequenos e médios viticultores, com a ameaça presente da falta de escoamento de vinhos e dos preços de miséria praticados na produção do Vinho do Douro e do Generoso/Porto. A subida dos custos de produção e os preços elevados da aguardente, foram outras situações ventiladas.
Berta Santos explicou ainda que esta manifestação pretendeu “mobilizar os viticultores para em conjunto lutarem na defesa dos seus interesses e, ao mesmo tempo, voltar a chamar a atenção da ministra da Agricultura, Conceição Cristas, e do Governo “para a situação desesperada de muitas famílias, que necessitam de um apoio urgente”.
A concentração saiu do largo da estação da CP e quedou-se depois diante das instalações do IVDP, onde as palavras de protesto subiram de tom, tendo se registado mesmo alguns incidentes, nomeadamente uma tentativa gorada de invasão das instalações.
A GNR de Peso da Régua, foi obrigada a actuar, tendo procedido à identificação de três manifestantes. a actuar




