InícioPeso da Régua14 assaltos em dois anos nos armazéns da casa do Douro

14 assaltos em dois anos nos armazéns da casa do Douro

GNR registou 14 furtos nos armazéns de vinho da Casa do Douro, em 2015 e 2016, números que preocupam a nova comissão administrativa que promete reforçar a segurança do “tesouro” da instituição.

Segundo avança a Lusa, a GNR registou 14 furtos nos armazéns de vinho da Casa do Douro (CD), em 2015 e 2016, números que preocupam a nova comissão administrativa que promete reforçar a segurança do “tesouro” da instituição.
Estes furtos aconteceram nas diversas instalações da CD, tendo sido recuperados 1.965 litros de vinho do Porto a granel, mais 25 caixas de garrafas de vinho do Porto e apreendidas três viaturas.
A GNR deteve ainda um homem, que tinha este vinho na sua posse. Como medida de coação, o juiz decretou apresentações bissemanais no posto de Peso da Régua. Foram ainda constituídos arguidos mais dois indivíduos, que ficaram sujeitos a termo de identidade e residência e foram também identificados recetadores da mercadoria, os quais foram também constituídos arguidos.
A força de segurança revela que a maioria das queixas foram feitas contra desconhecidos e duas delas foram feitas contra autores conhecidos. Alguns destes casos estão a ser investigados, no âmbito de processos abertos pelo Ministério Público.
Estes números preocupam a nova comissão administrativa, que promete reforçar a segurança no vinho da instituição. Em declaração à Lusa, Agostinho Santa, presidente da comissão administrativa nomeada pelo Governo e que está em funções desde o final de junho, contou que encontrou uma situação de “absoluto abandono” em alguns armazéns da Casa do Douro, por isso uma das primeiras medidas que tomaram foi contratar duas pessoas para “guardar” os principais armazéns da instituição, o 28 e o 30, localizados na zona do Rodo. “Fechamos as portas, porque havia portas completamente abertas, pusemos correntes onde era possível por correntes, pusemos aloquetes e  barreiras interiores para que fosse mais difícil de entrar”, referiu este responsável, acrescentando que agora está a ser feita uma vigilância mais apertada, em colaboração com a GNR, que “faz os giros e que passa sempre por lá, mas não chega”.
Para salvaguardar este “rico património”, Agostinho Santa adianta que os vinhos, que estão espalhados por cinco locais diferentes, vão “ser concentrados nos armazéns 28 e 30, onde será implementado um sistema de vigilância de 24 horas por dia, podendo ser de natureza eletrónica”. “A comissão administrativa já decidiu que vai mesmo reforçar a segurança para que se garanta a integridade dos quantitativos de vinhos”, sublinhou o presidente da comissão administrativa, que tem como funções inventariar o património, gerir os imóveis, elaborar um plano de pagamentos, conservar os vinhos, entre outras competências.
MF/Lusa

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