Maria Adelaide, de 75 anos, diz que nunca viu nada assim. “Foi uma coisa muito rápida. Só se via telhas no chão e a caleira voou não sei para onde”, indica à VTM. Enquanto isso, no telhado de sua casa, andavam uns senhores a ver os estragos. “Nem sei se ainda há telhas destas. Se não houver, vou ter que pôr um telhado novo”, afirma.
Levou-nos, depois, à sua horta, ali perto. “Está tudo estragado. As cabaças e os tomates estão todos picados, do granizo. As batatas vão apodrecer, porque foi muita água. A figueira partiu. As cebolas, as alfaces e os feijões também não se salvam”, lamenta.
O que aqui cultiva é para consumo próprio, mas também vende alguma coisa no minimercado de que é proprietária. Depois da tempestade, “não sobrou nada”.
“Agora vamos ter que gastar mais dinheiro, para ter que comer”, vinca.
À VTM, Nelson Teixeira, presidente da junta de freguesia de Carvalhais, relatou momentos de “vento muito intenso”. Ao início da manhã desta quarta-feira ainda não havia uma lista definitiva quanto aos prejuízos causados. Ainda assim, o autarca revelou que “vários telhados foram destruídos, houve plataformas que voaram a várias distâncias de metros, contei pelo menos 14 telhados afetados”.
“Ainda não temos uma avaliação completa, porque temos casas de emigrantes, que estão longe, e casas devolutas também, das quais é necessário identificar os proprietários”, acrescenta. Numa das localidades, Vilar de Ledra, a energia elétrica foi igualmente afetada, mas Nelson Teixeira garante que foi, entretanto, restabelecida, ainda durante a noite de ontem.
Notícia desenvolvida na edição de 9 de julho







