Domingo, 7 de Junho de 2026
Vila Real16 milhões para fazer “uma grande revolução” na cidade de Vila Real

16 milhões para fazer “uma grande revolução” na cidade de Vila Real

Verbas vêm do PEDU e vão contemplar a colocação de um elevador e um tapete rolante entre o Bairro dos Ferreiros e a Avenida 1º de Maio, entre outros projetos de mobilidade
 

Vila Real vai investir 16 milhões de euros na reabilitação urbana e na mobilidade, que vai transformar por completo a cidade até 2020. 

Através da aplicação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), Vila Real “ficará irreconhecível”, como nos confirmou o presidente da autarquia, Rui Santos. “É um grande projeto, que será faseado. Há três intervenções que decorrerão este ano, outras estão a ser planeadas e depois serão concretizadas”. 

Entre os diversos projetos, destaque para a colocação de um elevador que subirá do bairro dos Ferreiros pela ponte metálica sobre o rio Corgo, um tapete rolante e “provavelmente” uma escada rolante. “Esta deverá ser colocada entre o segundo patamar e o terceiro da cidade, perto do campo do calvário”, explicou o autarca, adiantando que a cidade tem de se “ajustar à nova realidade etária das populações”.

O plano integra soluções técnicas para a mobilidade da população da cidade, nomeadamente da mais idosa e que vive, por exemplo, no bairro dos Ferreiros. Aqui, a maioria da população é idosa e como as ruas são estreitas e íngremes, as soluções que serão introduzidas vão ajudar à mobilidade destas pessoas, que por vezes evitam sair de casa, porque têm dificuldade em subir as ruas com alguma inclinação. 

Segundo Rui Santos, uma das soluções passa por colocar um elevador e um tapete rolante até à avenida 1.º de Maio.
O PEDU contempla ainda a construção de uma ecovia, que vai ligar o centro da cidade à Quinta de Prados, onde fica a Universidade de Trás-os-Montes e Alto (UTAD), que conseguiu aprovar o ‘u-Bike’, com 300 bicicletas que passarão a estar disponíveis para os alunos e também para a população. “São cerca de três milhões de euros para unir a cidade à universidade e transformar este espaço num verdadeiro ecocampus”, explicou o autarca, adiantando que mais do que a recuperação, “temos vindo a trabalhar na regeneração urbana, com vários parceiros privados, como está a acontecer no Hotel Tocaio”, onde irá nascer uma unidade de saúde.

O presidente tem a esperança que, até dezembro deste ano, tudo esteja em concurso e algumas obras já estejam no terreno. 

Depoimentos

RUI SANTOS
Presidente da Câmara

“Com a aplicação do PEDU, Vila Real ficará irreconhecível. É um grande projeto, que será faseado. Há três intervenções que decorrerão este ano, outras estão a ser planeadas e depois serão concretizadas”.

 

 

 

JORGE MENDES
Secretário de Estado

"Através do Portugal 2020, nos próximos seis anos o apoio pode ascender a cinco mil milhões de euros, que vão permitir um exercício de reabilitação muito importante nos centros das nossas cidades e das nossas vilas”
 

 

 

Protocolo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana

A autarquia de Vila Real e o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana assinaram um protocolo que traz a possibilidade à câmara, juntamente com os privados, de terem acesso a uma linha de financiamento para a recuperação urbana de imóveis particulares. “É sobretudo para abrir portas a privados, que poderão aceder a taxas de juros bonificadas ímpares”, sublinhou Rui Santos, adiantando que há já várias manifestações de interesse por parte das empresas.

A cerimónia decorreu na sexta-feira, no Teatro de Vila Real, à margem do seminário “A Reabilitação Urbana e os Instrumentos de Financiamento”, integrada no ciclo “Novos Temas nos Instrumentos de Gestão Territorial”, que teve a presença do secretário de Estado  Adjunto e do Ambiente, Jorge Mendes. 

Este responsável adiantou que há cerca de um milhão de edifícios em Portugal que precisam de reabilitação, “algumas mais ligeiras, outras mais pesadas”. Para devolver estes fogos às pessoas, Jorge Mendes frisou que, através do Portugal 2020, nos próximos seis anos o apoio pode ascender a cinco mil milhões de euros, que “vão permitir um exercício de reabilitação muito importante”, que tem associado a regeneração dos “centros das nossas cidades e das nossas vilas”. “É um trabalho que tem de ser feito em nome da segurança, da salubridade e da estética”, sublinhou o secretário de Estado, acrescentando que o parlamento está a preparar uma lei de bases da habitação. “É uma iniciativa do Partido Socialista e queremos que seja uma lei de bases muito participada em todo o país”. 


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