Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

1º de dezembro “não pode ser apagado da memória coletiva”

Restauração da Independência debatida no teatro

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A Associação de Amigos dos Antigos Alunos do Liceu de Vila Real organizou uma palestra no Grande Auditório do Teatro de Vila Real para recordar o 1 de dezembro, dia da Restauração da Independência. Entre os ilustres convidados, esteve António Barreto, que criticou veemente o governo que pôs fim ao feriado, chegando mesmo a afirmar que foi uma "estupidez acabar com o feriado do 1º de dezembro".

Já o professor Adriano Moreira defendeu que não basta restaurar o primeiro de dezembro, que acabou por ser uma vitória na mais longa guerra portuguesa, é preciso ir mais longe e voltar a ter um 25 de abril, porque ele não pode ser apagado da memória coletiva, assim como o dia 1º de dezembro.

Pereira da Silva, da organização do evento, relembrou que esta data é muito importante porque enquanto o 25 de abril e o 5 de outubro foi "uma mudança de regime", o 1º de dezembro foi "uma afirmação da nossa independência, da nossa identidade", que estava adormecida em 60 anos de domínio espanhol. “É preciso acarinhar a data, que deve ser recordada como um fator de união entre os portugueses”.

Era também uma data com muitas tradições na comunidade estudantil, em que os estudantes sentiam maior liberdade para criticar os professores e os políticos, em peças de teatro que se faziam sempre nesta data.

A Associação dos Antigos Alunos garante que será sempre recordada esta data, até porque os mais novos também se mostram interessados em continuar a dar voz a esta afirmação de identidade.

Entre os oradores convidados esteve o professor Adriano Moreira, Eurico Figueiredo, Joaquim Silveira, o embaixador Seixas da Costa, numa palestra moderada pelo reitor da UTAD, Fontaínhas Fernandes.

Recorde-se que até 2012, o dia 1º de dezembro era feriado nacional e comemorava-se a Restauração da Independência. No entanto, com a chegada da Troika e a implementação de diversas medidas de auteridade, o governo decidiu retirar quatro feriados (dois civis e dois religiosos) para tentar aumentar a produtividade. Até 2017 estará em vigor este calendário anual, altura em que poderá ser novamente reavalidada a introdução, ou não, dos feriados que foram retirados. António Costa, líder do PS, garante que se for eleito primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas irá repor o feriado de 1 de dezembro.

 

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