Sábado, 2 de Julho de 2022

2007 traz aumento de 2,8 por cento

À semelhança do que acontece no resto do país, o concelho de Vila Real também vai sofrer com a inflação prevista para 2007 e prova disso é o valor da tarifa da água que, de dois em dois meses, vai sair mais cara ao bolso dos vila-realenses. Apesar de impelida a inflacionar o bem precioso, […]

À semelhança do que acontece no resto do país, o concelho de Vila Real também vai sofrer com a inflação prevista para 2007 e prova disso é o valor da tarifa da água que, de dois em dois meses, vai sair mais cara ao bolso dos vila-realenses. Apesar de impelida a inflacionar o bem precioso, a autarquia de Vila Real sublinha que a medida não seria necessária, se houvesse justiça em relação ao interior e ao litoral, no que diz respeito aos preços praticados na distribuição em alta.

 

“Temos que acompanhar, no mínimo, a inflação”, sublinhou Miguel Esteves, Vereador da Câmara Municipal e Presidente da Empresa Municipal de Água e Resíduos de Vila Real (EMAR), justificando o aumento de 2,8 por cento da tarifa da água, no concelho de Vila Real, no próximo ano.

Segundo declarações do mesmo responsável, o novo tarifário, “aprovado no Conselho de Administração da EMAR e em reunião do Executivo Autárquico, prevê um aumento médio, relativamente à previsão da inflação, a nível nacional, que se situa entre os 2,5 e os 3,1 por cento. “No entanto, se a inflação for diferente da prevista, também corrigiremos o aumento da tarifa, em Vila Real”, salvaguardou Miguel Esteves.

Feitas as contas e apesar do aumento, o Vereador explicou que os vila-realenses continuam a não pagar o custo real da água à EMAR, isso porque a água é fornecida, em alta, à empresa vila-realense, pela Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD), por 53 cêntimos e apenas no primeiro escalão se irá cobrar 58 cêntimos. “Ainda temos as perdas que chegam aos 27 por cento, as despesas com funcionários e a burocracia”, lembrou Miguel Esteves.

O Presidente da EMAR lamentou, também, o facto de se praticarem preços mais elevados, no interior do país, no que concerne à distribuição, em alta.

“Enquanto nós pagamos à ATMAD 53 cêntimos, no Porto há concelhos a pagar 29 cêntimos”, advertiu o Vereador, defendendo que o Governo deveria estipular uma tarifa idêntica, em todo o país como acontece com a energia eléctrica. Afinal, “somos cidadãos do mesmo país”.

Tal como o resto do país, Vila Real deverá, ainda, sofrer com a inflação, nos preços de outros serviços e produtos, como, por exemplo, com o aumento do pão (em cerca de 20 por cento), da electricidade (em 5,9 por cento) e, mesmo, do café que, segundo a Associação da Restauração e Similares de Portugal, deverá ver o seu preço acrescido, em 1,9 por cento.

 

Maria Meireles

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