Alto Tâmega36 Milhões de euros para reforçar candidatura a Património da Humanidade

36 Milhões de euros para reforçar candidatura a Património da Humanidade

Os investimentos previstos nos três projectos de regeneração urbana do Centro Histórico de Chaves, que já contam com financiamento garantido, somados ao projecto de criação da sede da Fundação Nadir Afonso, vão trazer “mais segurança” à candidatura do coração da cidade flaviense a Património da Humanidade.

A Câmara Municipal de Chaves apresentou, no dia 11, o terceiro de um conjunto de projectos de regeneração urbana que, no total, vão ser responsáveis, até o final de 2011, por um investimento de cerca de 26 milhões de euros no seu centro histórico.

Denominado “Chaves Monumental”, o último projecto, recentemente aprovado pelo Programa Operacional do Norte (ON.2 – o Novo Norte), representa um investimento de 4,8 milhões de euros, com 2,8 milhões de comparticipação pelo programa FEDER, sendo de realçar, entre as acções previstas, a construção do Museu das Termas Romanas, a elaboração de um Plano Director de Intervenções Arqueológicas e a realização de campanhas de escavação na zona do Arrabalde, Quarteirão da Adega do Faustino e Cine-Teatro e a criação de uma Sociedade de Reabilitação Urbana.

Com a realização de mais este investimento, somado aos já aprovados com os projectos “Mais Chaves” (12 milhões de euros) e “Chaves + Urbanidade” (nove milhões de euros), “será possível tornar a cidade cada vez mais atractiva, competitiva e moderna”, para além de “trazer ainda mais segurança à sua candidatura a Património da Humanidade”, referiu João Batista, presidente da Câmara Municipal flaviense.

Antes da intervenção no centro histórico, o município já teria condições para apresentar a candidatura, tendo em conta o seu património cultural e histórico, condições que agora saem reforçadas e que fazem o concelho acreditar com mais afinco no processo que foi despoletado no ano passado e que está agora ‘nas mãos’ do Governo para depois passar à deliberação pela UNESCO.

Para além dos três projectos, que somam um investimento total de 26 milhões, João Batista recordou a construção da sede da Fundação Nadir Afonso, um edifício orçado em cerca de nove milhões e que, construído de raiz, vai desenvolver à oferta cultural de Chaves, uma mais-valia para apoiar o sonho do reconhecimento mundial.

A aprovação dos três projectos no âmbito da Regeneração Urbana, veio também abrir oportunidades para os empresários, já que “as empresas dos sectores do comércio, serviços e restauração, instaladas na área de intervenção, poderão candidatar-se a um Sistema de Incentivos à Inovação, no âmbito da iniciativa Merca”, explicou o autarca.

“A nível da região Norte não é fácil encontrar uma cidade com este nível de apoios financeiros”, sublinhou o autarca, referindo que todas as intervenções deverão estar concluídas até ao final de 2011, e advertindo que obras desta envergadura merecem uma margem de manobra temporal que poderá alargar-se até ao segundo semestre de 2012.

 

Museu vai expor ao mundo as Termas Romanas

 

A criação do Museu das Termas Romanas, um dos principais projectos da candidatura “Chaves Monumental”, prevê um investimento de 1,2 milhões de euros, e se consubstanciará na construção de uma cobertura sob as ruínas, uma estrutura que “irá permitir usufruir-se do espaço” na sua plenitude.

“No Museu também serão expostas as peças encontradas no local”, explicou João Batista, enaltecendo uma em especial, valiosa pela sua raridade, que prova que “o Casino não veio descobrir nenhuma novidade em Chaves, já que, na época dos romanos, havia o hábito dos jogos” na cidade flaviense. Segundo o edil, o objecto “servia como instrumento para obrigar que os dados rolassem”, evitando assim que os jogadores viciassem a jogada.

Entre o espólio já ‘desenterrado’ destacam-se ainda várias moedas, ossadas, diversas e variadas peças de adorno feminino, como, por exemplo, pentes. “A interpretação que os arqueólogos fazem é que, possivelmente, o telhado das termas terá desabado num altura em que estas estariam a ser utilizadas”, matando várias pessoas, concluiu João Batista.

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