Os dados são da Guarda Nacional Republicana (GNR) que, desde janeiro, deteve 72 pessoas em todos o país. É o número mais alto dos últimos cinco anos.
Olhando para os anos anteriores, em 2017 foram detidas 65 pessoas, número que baixou para 63 em 2018. Nos anos seguintes o número voltou a baixar, tendo sido detidas 58 pessoas em 2019 e 51 em 2020 e 2021.
Depois de uma quebra, o número voltou a subir este ano, com Viseu a liderar a lista dos distritos com mais detenções (13). Segue-se Vila Real com 11, Guarda com oito, Porto com sete e Braga com seis.
De acordo com a GNR, este ano também o número de pessoas identificadas pelo crime de incêndio florestal aumentou, passando de 857 para 1 076, ou seja, mais 219 que em 2021.
Entre as causas mais frequentes dos incêndios estão o uso indevido do fogo (29%), com 2 659 ignições relacionadas com queimas e queimadas, seguindo-se o incendiarismo (19%), com 1 740 ocorrências.
De referir que, desde maio, a GNR registou 2 629 autos de contraordenação por violação das normas vigentes, isto depois de terem sido feitas ações de monitorização, sensibilização e fiscalização, onde foram identificadas e sinalizadas quase 11 mil situações de incumprimentos, nas mais de mil freguesias consideradas prioritárias em risco de incêndio.
Ainda no âmbito da prevenção, esta força de segurança realizou 5 544 ações de sensibilização direcionadas a 74 358 pessoas, com vista à adoção de medidas de autoproteção e uso correto do fogo.
Segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 1 de janeiro e 15 de outubro deste ano ocorreram 10 449 incêndios rurais, que consumiram 110 007 hectares, o valor mais elevado desde 2017.
Em comparação com o mesmo período de 2021, a área ardida mais do que triplicou. As chamas consumiram, este ano, mais 82 796 hectares e os incêndios aumentaram 40%, tendo-se registado mais 2 997 fogos.



