O pavilhão municipal de Montalegre foi palco da terceira edição da Sapadores Florestais, um momento de “partilha, reflexão e valorização do trabalho desenvolvido no território”, assegura o município em comunicado. A iniciativa contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fátima Fernandes, e da diretora regional do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Sandra Sarmento.
Neste encontro, e segundo dados da autarquia, foram abordadas temáticas de relevância para os profissionais, desde os comportamentos e boas práticas a adotar no terreno até à análise do percurso e da atividade ICNF.
Atualmente, a sub-região do Alto Tâmega e Barroso conta com 38 equipas de sapadores florestais que representam “um pilar essencial na proteção da paisagem e das comunidades”, protagonistas na prevenção e no apoio ao combate aos incêndios rurais.
Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, destacou o papel fundamental das equipas, em especial as que atuam no concelho, sublinhando o “contributo determinante destes profissionais na proteção do território”.
A presidente da autarquia chamou também a atenção para o facto de este esforço nem sempre ser acompanhado pela devida compensação. “Estamos a falar de profissionais que desempenham um serviço público de enorme relevância e que, muitas vezes, não veem reconhecido esse esforço em termos de horas extraordinárias”, salientou. Perante este cenário, defendeu que o território deve reconhecer o valor destes operacionais. “É justo dizer que lhes devemos um profundo agradecimento e gratidão pelo trabalho que desenvolvem em prol de todos”, concluiu.
Segundo a diretora regional do ICNF, Sandra Sarmento, estas jornadas têm como principal objetivo “capacitar as equipas, criando mais conhecimento em áreas estratégicas”.
A responsável explicou, no final do encontro, que a participação do Centro PINUS, que abordou a fileira do pinho, a silvicultura e a gestão do pinhal, trouxe “temas muito relevantes para este território”. Além disso, foi também convidado um investigador para falar sobre espécies invasoras, “um tema crítico no qual pretendemos capacitar as nossas equipas para o seu controlo”, destacou.
Sandra Sarmento sublinhou que esta iniciativa já vai na sua terceira edição, refletindo “um esforço contínuo de capacitação, essencial para melhorar o trabalho desenvolvido no terreno”.



