O comandante dos bombeiros de Bragança, Carlos Martins, revelou que o reforço inclui duas equipas de cinco elementos cada, além de duas viaturas florestais e um helicóptero ligeiro. Este dispositivo estará ativo até 30 de junho, podendo ser ampliado dependendo da disponibilidade dos voluntários.
Desde 15 de maio, os corpos de bombeiros têm sido reforçados com equipas compostas por voluntários que são remunerados pela Proteção Civil. Estes voluntários, que incluem estudantes e trabalhadores que tiram férias para participar, ficam sediados nos quartéis e podem ser acionados a qualquer momento.
Carlos Martins destacou a importância destas equipas, que permitem libertar recursos humanos da corporação para outras ocorrências de socorro na cidade e nas aldeias. No entanto, o comandante expressou preocupação com a diminuição do número de voluntários disponíveis, que pode estar relacionado com a baixa remuneração de 3,5 euros por hora.
O dispositivo de combate a incêndios em Bragança conta também com um helicóptero ligeiro estacionado no aeródromo da cidade, que pode operar no concelho e na região do nordeste transmontano. Além disso, existem outros meios aéreos no distrito, incluindo um helicóptero em Alfândega da Fé e um helicóptero pesado em Macedo de Cavaleiros.
Martins alertou que o sucesso do dispositivo depende do número de ignições no distrito e da quantidade de ignições simultâneas. Ele prevê um verão difícil devido às altas temperaturas e à presença de combustível fino, que aumenta o risco de incêndios. O comandante pediu à população que evite comportamentos de risco, como queimadas, que podem provocar incêndios.
A corporação de bombeiros de Bragança é composta por 120 voluntários, dos quais 60 são profissionais efetivos.





