O pedido surge na sequência da aprovação, a 17 de julho, em plenário da Assembleia da República, dos quatro projetos de resolução que defendem a reabertura da Linha do Corgo, desde a Régua até Chaves.
Na carta, Daniel Conde considera que a votação parlamentar representa “um sinal inequívoco” da intenção política de reabrir a infraestrutura ferroviária, recordando que a Linha do Corgo já se encontra inscrita, desde novembro de 2022, no Plano Nacional Ferroviário como traçado a reabrir.
O responsável critica a intenção das três autarquias de avançarem com uma ciclovia de cerca de 40 quilómetros sobre o antigo canal ferroviário, num investimento estimado em 1,3 milhões de euros, defendendo que essa intervenção poderá comprometer a futura reposição da ferrovia.
Na missiva, acusa ainda os municípios de terem ignorado a petição pública lançada em janeiro de 2024, que reuniu 1.070 assinaturas e deu origem ao debate parlamentar sobre a reabertura da linha.
Entre as críticas dirigidas ao município de Vila Real, o autor aponta a construção da ciclovia entre a UTAD e Mateus, referindo a destruição da antiga casa do chefe de estação e a ocupação da rotunda das locomotivas, numa zona onde já existiria uma ciclovia paralela.
Daniel Conde considera que prosseguir com o projeto representa um desperdício de dinheiros públicos, argumentando que, caso a linha ferroviária venha a ser reativada, será necessário remover a infraestrutura ciclável.
Na carta, termina questionando diretamente os três presidentes de câmara sobre se estão disponíveis para suspender, “com carácter de urgência”, as obras de ocupação do canal ferroviário, evitando, no seu entender, um investimento incompatível com a futura reabertura da Linha do Corgo.
De acordo com Daniel Conde, Santa Marta de Penaguião confirmou que “não existem obras adjudicadas por esta autarquia, relativamente à ocupação do canal ferroviário pela ciclovia”.
Notícia atualizada às 13h53





