Os indicadores oficiais, contudo, apontam para uma evolução positiva do setor. Segundo o relatório “Norte em Números 2025”, publicado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), toda a região Norte registou, em 2024, um máximo histórico de 14,1 milhões de dormidas e 7,4 milhões de hóspedes. No território turístico do Douro, as dormidas cresceram 29,1% entre 2019 e 2024, refletindo a recuperação e consolidação da atividade turística.
“Antes havia mais gente”
Há 32 anos que Sónia Tavares vende rebuçados da Régua no largo da Estação. Diz conhecer bem a evolução do turismo na cidade e garante que este verão está aquém do esperado.
“Cada vez vejo menos turismo. O que há mais são espanhóis e ingleses, mas para nós isso ajuda menos. O turista português é diferente”, afirma. Na sua opinião, “as pessoas não têm dinheiro” e limitam-se às despesas essenciais. “Antes via-se muito mais gente, muitos portugueses, motards, excursões. Agora nota-se muito menos movimento”.
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