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A riqueza do território e a caça celebrados em Macedo de Cavaleiros

Macedo de Cavaleiros volta a ser palco da Feira da Caça e Turismo, uma referência no país e que se realiza entre os dias 29 de janeiro e 1 de fevereiro, na mesma altura em que se comemoram os 30 anos da Festa dos Caçadores do Norte

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A Feira da Caça e Turismo já está enraizada no calendário dos eventos nacionais. Ao certame, que ocorre todos os anos no último fim de semana de janeiro, no recinto do Parque Municipal de Exposições, acorrem vários milhares de visitantes, uns atraídos pelo setor cinegético, cuja feira é considerada a maior dedicada ao setor em Portugal, outros pelos tesouros que se podem encontrar no património deste território e, ainda, muitos pela riqueza gastronómica que Trás-os-Montes oferece.

Há de quase tudo um pouco. O município anunciou atividades permanentes para a 28ª edição, que incluem exposição e prática da falcoaria, tiro com arco e besta, exposição de fauna viva de espécies cinegéticas, parque aventura, passeios a cavalo, montarias e raides turísticos, por exemplo.

Um dos pontos altos para os amantes do setor cinegético, seria o regresso das provas de Santo Huberto e a Largada de Perdizes. No entanto, por indicação da Diretora-Geral de Alimentação e Veterinária da DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária) e devido à gripe aviária que “atinge aves selvagens, de capoeira e outras aves mantidas em cativeiro”, a organização teve de cancelar estas atividades.
Mesmo assim, há corrida de galgos, prova de beleza de cães de gado transmontano, trial todo-o-terreno ou o passeio BTT Terras de Cavaleiros. Todas estas atividades, integradas na feira, juntam no concelho aproximadamente 800 caçadores, mais de 100 vindos do país vizinho, Espanha.

GASTRONOMIA

Não é esquecida a gastronomia no certame macedense. Em simultâneo com a Feira da Caça e do Turismo, reunindo 12 restaurantes do concelho, decorre o fim de semana gastronómico, a rota do javali, levando à mesa o melhor da gastronomia local.

O que também integra o programa da feira é o D’gustar Trás-os-Montes 2.0, uma parceria entre o município e a Comunidade Intermunicipal Terra de Trás-os-Montes (CIM-TTM). Trata-se de uma mostra de showcooking com chefs convidados e que contará com a presença de Justa Nobre e Óscar Geadas, cozinheiro distinguido com uma estrela Michelin.

A abertura oficial acontece no dia 30, sexta-feira, com a presença do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, assim como da chef Justa Nobre, madrinha da feira. O Presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, afirmou que o facto de Justa Nobre ser a madrinha do evento é uma “grande satisfação”, uma vez que “é uma das maiores referências da gastronomia portuguesa, uma transmontana de gema. A sua ligação à cozinha de raiz, aos produtos locais, à autenticidade dos sabores, faz dela a escolha perfeita para representar o espírito desta feira, onde a caça e a gastronomia se unem como uma expressão maior da nossa cultura e da nossa identidade”.

Sérgio Borges considera que a presença do ministro “sublinha a importância estratégica deste setor e o desenvolvimento do interior para a preservação dos recursos naturais e para o futuro da atividade cinegética em Portugal”. Além disso, para o autarca, é o “claro reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Macedo de Cavaleiros, bem como o papel fundamental que esta feira desempenha na promoção do nosso território e das nossas potencialidades”.

ANIMAÇÃO E TURISMO

Além do setor da caça e da gastronomia, há momentos de cultura, como os concertos dos Batucadas e das “cantadeiras transmontanas” Ambria Ardena ou a atuação dos Pauliteiros de Salselas e os Gaiteiros D’Onor. Nos três primeiros dias do certame, e após o encerramento, há atuações de DJ’s que prometem um outro tipo de animação. Apresentada como “uma grande novidade” pelo presidente da câmara, a animação noturna tem lugar numa tenda, pensada para “proporcionar convívio, música e entretenimento num ambiente mais seguro”.

Tudo isso pretende prolongar a experiência dos visitantes na feira, tendo como público alvo os jovens, “sem nunca perder, obviamente, o respeito pelas tradições que nos definem”, adiantou o autarca. A expectativa é que “queiram ficar e ter diversão com as suas famílias” depois de jantarem pelo território.

Não é esquecido o potencial turístico de Macedo de Cavaleiros. “A feira é também uma plataforma privilegiada para divulgar todo o território, todo o potencial turístico do nosso concelho”, afirmou o presidente da autarquia, na apresentação do evento. “O turismo de natureza, o património cultural, costumes e tradições, a nossa paisagem, a nossa biodiversidade, as praias da Albufeira do Azibo, que é já uma referência nacional e mesmo internacional”, acrescentou Sérgio Borges.

Por isso, e no âmbito da feira, realiza-se o seminário sobre turismo, nesta edição dedicado às estações náuticas em águas do interior e que aborda temas como “a sustentabilidade, oportunidades e desafios”, contando com a participação de especialistas e entidades nacionais.

“Quem nos visita pela feira acaba por descobrir não só um território mais vasto e diversificado, mas também um autêntico território com três selos da UNESCO que reconhecem o Geopark Terras de Cavaleiros, a tradição ancestral do Entrudo do Chocalheiro e os Caretos do Podense, Património Cultural e Imaterial da Humanidade, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Mezeta Ibérica”, explicou Sérgio Borges.

Além dos milhares de visitantes que se esperam na feira, que terá 200 expositores, dos setores da caça, do turismo, da gastronomia, do artesanato e de produtos endógenos, espera-se que os restaurantes estejam lotados, assim como já estão as unidades hoteleiras, e que haja um aumento da azáfama nas ruas. O objetivo é ter um impacto económico significativo, dinamizando e envolvendo todo o concelho.

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