Domingo, 26 de Setembro de 2021

A tentação dos golpes de estado

A ESPANHA VIVEU UM, HÁ 40 ANOS

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Depois da deposição do regime do Estado Novo, em Portugal, o franquismo ainda se manteve na governação espanhola uns tempos, até que o “caudillo” achou que era preferível devolver Espanha à monarquia que estava adormecida, preparando uma transição mais serena, numa tentativa de evitar a eclosão de um golpe como o que tivera lugar no nosso país, provavelmente mais acintoso e violento. Regressou o rei e o panorama depressa mudou. Para mais, Francisco Franco finou-se de seguida e essa transição começou mesmo a ser feita.

“Impedir a prática republicana e socialista”

A tentativa de golpe de estado coube à Guarda Civil (GC) espanhola e foi desferida pelo tenente-coronel Tejero Molina, sob as ordens do general Bosh, responsável-mor por aquela força policial semelhante à GNR portuguesa que também resistiu ao golpe que acontecera em Portugal, sete anos antes.

Em Madrid, decorria mais uma sessão quando Tejera e uma guarnição da GC entraram de roldão no Parlamento. Os agentes que acompanharam o tenente-coronel ocuparam as portas para que ninguém saísse ou entrasse do edifício, membros do governo e deputados foram detidos e impedidos de continuarem os trabalhos. Subindo ao palanque do hemiciclo, Tejera anunciou os propósitos daquela ação: “impedir a prática republicana e socialista em Espanha e defender a integridade da sua História”.

Dezassete horas de grande intranquilidade

No dia 25 de fevereiro, o jornal “O Comércio do Porto” anunciava, em manchete de capa, que a intentona tinha falhado. Tejero Molina rendera-se no dia anterior, o general Bosh e mais quinze oficiais tinham sido detidos e o Parlamento voltou a reunir livremente, contando na assembleia com a presença do primeiro-ministro Adolfo Suarez. A desmobilização dos sublevados surgiu dezassete horas depois da invasão parlamentar, logo após uma intervenção do Rei Juan Carlos através do canal televisivo TVE dirigida ao povo em geral e aos autores do golpe em

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