A equipa educativa é composta por aproximadamente 280 docentes e 80 assistentes técnicos e operacionais, profissionais experientes, motivados e comprometidos com uma missão cada vez mais exigente, mas também mais relevante, formar cidadãos críticos, autónomos e solidários.
“Nunca será de mais sublinhar que somos o único Agrupamento/Escola não agrupada da região que assegura, de forma contínua e articulada, uma escolarização não superior completa — da educação pré-escolar ao ensino secundário. Este fator estrutural permite-nos desenvolver uma intervenção pedagógica integrada e uma cultura organizacional coerente e sustentável ao longo de todo o percurso escolar dos alunos”, afirma o diretor, Ricardo Montes.
“Gerir um agrupamento com esta dimensão exige mais do que competência técnica. Requer visão estratégica, escuta ativa e liderança partilhada”
RICARDO MONTES
DIRETOR DO AGRUPAMENTO
No domínio dos projetos, o agrupamento “mantém uma trajetória reconhecida pela inovação e pelo dinamismo”, indica, destacando “a parceria com a Fundação Teresa e Alexandre Soares dos Santos, que tem fortalecido a qualidade e a empregabilidade dos nossos cursos profissionais”.
O responsável destaca, também, a iniciativa “Escola Amiga dos Pais”, que constitui “uma marca identitária”, promovendo a inclusão das famílias, “com especial atenção à comunidade migrante”.
“Somos pioneiros no concelho em programas Erasmus+, proporcionando experiências transformadoras a alunos e docentes e consolidando o nosso reconhecimento a nível europeu”, refere Ricardo Montes.
A estas iniciativas juntam-se projetos emblemáticos como o Eco-Escolas, Software Skills Make Strong Persons, Filosofia para Crianças e o Clube Ubuntu. No presente ano letivo, “enriquecemos ainda mais a nossa capacidade pedagógica com a criação de uma sala multissensorial para alunos com necessidades específicas e uma sala STEAM, promotora de uma abordagem interdisciplinar nas áreas das Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática”, revela.
OFERTA FORMATIVA
Quanto à oferta formativa, “nos últimos quatro anos foi significativamente ampliada, procurando dar resposta a uma dupla ambição: garantir uma preparação sólida para o prosseguimento de estudos e, simultaneamente, responder às dinâmicas do mercado de trabalho local”. No ensino regular, “temos os cursos de Ciências e Tecnologias, Línguas e Humanidades e Ciências Socioeconómicas. No ensino profissional, destacam-se os cursos de Técnico Auxiliar de Saúde, Técnico de Multimédia, Técnico de Animação de Turismo e, mais recentemente, Técnico de Desenho de Construção Civil”.
No próximo ano letivo, “a nossa oferta contará com dois novos cursos profissionais, nomeadamente o de Técnico Administrativo e o de Técnico de Jardinagem e Espaços Verdes, ambos resultado de um trabalho de auscultação ao tecido económico local, que apontou para necessidades concretas com elevada empregabilidade”, explica o diretor do Agrupamento de Escolas Morgado Mateus.
Aqui, educar “é um ato de compromisso”, afirma Ricardo Montes, confessando que gerir um agrupamento com esta dimensão “exige mais do que competência técnica. Requer visão estratégica, escuta ativa e liderança partilhada. As diferentes escolas que o integram apresentam realidades e desafios muito distintos, pelo que as soluções têm de ser desenhadas com base na proximidade, na cooperação e no respeito pela singularidade de cada contexto”. Mas apesar de ser “um trabalho exigente”, é também “profundamente gratificante”.
“Aos alunos que escolhem o nosso agrupamento é oferecida uma escola onde se ensina e se aprende com exigência, mas também com empatia. Um lugar onde o conhecimento se entrelaça com os valores, e onde cada criança ou jovem encontra não apenas ferramentas para o futuro, mas também razões para acreditar em si e no mundo que os espera”.
Mas neste agrupamento há muito que são aguardadas obras de requalificação de alguns espaços, como é o caso das Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral e da Morgado de Mateus, já anunciadas pelo município de Vila Real. “Este investimento é absolutamente essencial. Embora tenhamos conseguido manter elevados níveis de qualidade pedagógica através da inovação e da resiliência, não podemos ignorar as limitações físicas das instalações. O futuro do nosso agrupamento passa, inevitavelmente, por uma melhoria das suas condições infraestruturais”, conclui o responsável.






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