Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Aberto concurso para encontrar nova operadora para carreira aérea

7,8 milhões de euros é o valor base do concurso público para a concessão da rota que vai ligar Trás-os-Montes A Viseu, Cascais e Portimão.

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Mais de dois anos depois da carreira aérea que ligava Vila Real e Bragança a Lisboa ter sido interrompida, foi publicado, no dia 10, em Diário da República, o anúncio do concurso público para a adjudicação da nova ligação transmontana.

A decorrer até ao dia 27 de maio, o concurso lançado pela Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações refere-se ao “Contrato de Concessão dos Serviços Aéreos Regulares na rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão” e prevê como valor base 7,8 milhões de euros.

A empresa vencedora passará, assim, a ser responsável por aquele serviço durante três anos após a concretização do contrato de adjudicação, sendo expectável que, se o concurso decorrer sem atrasos, o avião possa estar ‘a circular’ novamente já no início de julho.

Apesar da rota escolhida, que veio substituir a ligação direta entre as duas capitais de distrito transmontanas e Lisboa, ser considerada por muitos como um “ponto fraco” em todo o processo, a retoma do serviço é classificada, de forma unânime na região, como essencial para o desenvolvimento económico e turístico.

No aeródromo de Vila Real está tudo a postos para o regresso da carreira aérea, garantiu Rui Santos, presidente da Câmara Municipal, referindo apenas ser necessário reforçar a formação dos bombeiros das duas corporações da cidade (que fazem assistência no local sempre que o avião aterra ou descola) e sedear naquela infraestrutura uma nova viatura de combate a incêndios, que poderá ser conseguida através da adaptação de um dos veículos já existente.

De recordar que a carreira área entre Bragança, Vila Real e Lisboa, que transportava cerca de 10 mil pessoas por ano, foi suspensa em novembro de 2012, alegadamente porque Bruxelas não aceitava o modelo que a estava a financiar, há 15 anos, com uma compensação anual de 2,5 milhões de euros diretamente às operadoras.

Em julho de 2013, o Conselho de Ministros chegou a aprovar um regime jurídico de atribuição do subsídio social de mobilidade no âmbito dos serviços aéreos entre Trás-os-Montes e Lisboa, ditando o apoio apenas para “passageiros residentes e estudantes”. Mais tarde o Governo acabou por recuar nessa ideia e voltar a possibilidade de funcionamento nos moldes anteriores de financiamento.

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