Assim, a equipa de Educação Especial organizou uma ação de sensibilização para a diferença, onde os alunos tiveram a oportunidade de participar em várias experiências sensoriais.
Enquanto alguns puderam “sentir na pele” as dificuldades de uma pessoa invisual, tateando pelo espaço escolar com uma bengala, tendo os olhos vendados, outros conviviam com as restrições de quem tem de se locomover numa cadeira de rodas, e outros ainda puderam vivenciar as dificuldades motoras de quem tem, por exemplo, paralisia parcial dos membros superiores e necessita cumprir tarefas rotineiras como escrever, arrumar o material, vestir-se e cuidar da sua higiene pessoal.
Como era expectável, foi notória a surpresa dos alunos ao experienciar as dificuldades em cumprir tarefas que sempre haviam considerado tão simples e banais. É sempre bom “vestirmos a pele” do outro para nos apercebermos de que todos “temos as nossas limitações”, mas uns têm mais dificuldades do que outros, e são esses que fazem de cada momento da sua vida uma batalha ganha à custa de muita perseverança, muita força interior e muito esforço.