O advogado flaviense David Salgado Areias é um dos finalistas dos prémios “40underForty”, da Iberian Lawyer que, desde 2007, distingue advogados com menos de 40 anos de idade em Portugal e Espanha, pelo trabalho desenvolvido em diversas áreas.
Para além do advogado, também o escritório “Areias Advogados”, onde trabalha com o pai Ernesto Areias, foi nomeado na categoria Startups, concorrendo para o prémio de melhor equipa.
“Para nós esta nomeação tem dois fatores importantes: primeiro, porque somos os únicos que não estamos em grandes cidades, apesar de termos escritório no Porto e em Lisboa, o que nos dá um gozo particular, e depois porque é um prémio ibérico”, começou por referiu o advogado flaviense sublinhando que a sociedade Areias Advogados está a competir num patamar “com os espanhóis que tem um mercado mais desenvolvido do que o nosso”.
“Basta dizer que as grandes sociedades espanholas estão em Portugal e não há nenhuma portuguesa que esteja em Espanha, com marca própria”, realçou dizendo ser invulgar “o facto de, a partir de Chaves”, ter chegado, juntamente com a sua equipa, “até aqui”.
Ambas as nomeações têm como base o trabalho desenvolvido “no domínio do investimento e transações internacionais”, com start-ups, através de três projetos que a sociedade de advogados de Chaves liderou e apresentando-os a candidatura para os prémios.
Posteriormente, foi feita uma revisão pelos próprios clientes e por um painel independente constituído por responsáveis de grandes empresas.
“Acaba por ser importante porque temos muitas restrições de publicidade e posicionamento e é uma forma de as pessoas começarem a ganhar algum destaque que de outra forma não conseguiriam”.
Os vencedores serão anunciados esta quinta feira, dia 29 de outubro, em Lisboa.
David Salgado Areias é licenciado pela Faculdade de Direito de Lisboa e com Mestrado em Finanças e Fiscalidade pela Faculdade de Economia do Porto e exerce a profissão desde 2009 na sociedade iniciada pelo pai nos anos 80, e cujo desafio é colocar-se num “patamar competitivo nacional e internacional”.
“O interior é, como costumo dizer, um estado mental, não uma questão geográfica. Não é por estarmos aqui que não podemos colocar-nos num patamar competitivo a nível nacional e internacional. Essa tem sido a nossa preocupação, trabalhar em projetos maiores, com escritórios e clientes estrangeiros. A partir de Trás-os-Montes é possível”.



