Vila RealAlijó e Régua deverão entrar em funcionamento, em Outubro

Alijó e Régua deverão entrar em funcionamento, em Outubro

Depois de Murça, Sabrosa, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, agora também a capital de distrito conta com uma Unidade de Cuidados Continuados, um novo serviço que, da responsabilidade da Misericórdia local, vai somar mais 27 camas às dezenas já existentes. Até ao final de Outubro, o distrito ficará a contar com um […]

Depois de Murça, Sabrosa, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, agora também a capital de distrito conta com uma Unidade de Cuidados Continuados, um novo serviço que, da responsabilidade da Misericórdia local, vai somar mais 27 camas às dezenas já existentes. Até ao final de Outubro, o distrito ficará a contar com um capacidade de 190 camas, para internamento de curta, média e longa duração.

A Santa Casa da Misericórdia, o Centro Distrital de Segurança Social (CDSS) e a Administração Regional de Saúde do Norte assinaram, no dia 15, o protocolo que vai permitir a entrada em funcionamento de mais uma Unidade de Média Duração e Reabilitação, inserida na Rede de Cuidados Continuados.

Sob a gestão da Misericórdia vila–realense, a nova valência traz uma oferta de mais 27 camas e representou um investimento (suportado, a 100 por cento, pela Santa Casa) superior a 600 mil euros, para a adaptação do terceiro andar do edifício contíguo ao Lar Hotel, junto ao Liceu Camilo Castelo Branco, onde, antes, já funcionava uma Unidade de Apoio Integrado que não contava com apoio médico.

“Naquele edifício, funcionou, até 1975, altura em que foi nacionalizado o Sistema de Saúde, o Hospital da Divina Providência”, recordou o padre José Gomes, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real, satisfeito por se verificar, assim, o “regresso da assistência aos enfermos”, por aquela instituição, recordando que foi exactamente com esse objectivo que nasceram as Misericórdias, “cuja criação se confunde com o início dos serviços de saúde à população mais carenciada”.

“Vamos reabilitar, curar e devolver à sociedade os enfermos que nos forem confiados”, garantiu o Provedor.

Maciel Barbosa, Presidente do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Norte, sublinhou o esforço das instituições de solidariedade social na colaboração com o Governo, para dinamização da Rede de Cuidados Continuados, sobretudo das Misericórdias.

“Agora, Vila Real tem uma solução adequada às suas realidades. Este é, sem dúvida, um projecto ganhador”, sublinhou o mesmo responsável.

As 27 camas, em breve, começarão a ser ocupadas por utentes referenciados por equipas multidisciplinares, denominadas por Equipas de Coordenação Local. São já mais de 130 os lugares criados no distrito, no que diz respeito à Rede de Cuidados Continuados.

“No distrito, partindo do zero, colocámos em funcionamento, em parceria, nos últimos 3 anos, 45 camas em Murça, 20 em Sabrosa e 17 em Ribeira de Pena. Também o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro tem em funcionamento 28 camas de convalescença, em Vila Pouca de Aguiar”, contabilizou Rui Santos, Director do CDSS.

Mais, o Director do Centro Distrital adiantou já que, até ao final de Outubro, serão disponibilizadas as unidades de Alijó (com 28 camas) e de Peso da Régua (com 27 camas).

“Isto é, teremos, no nosso Distrito, 192 camas, na Rede de Cuidados Continuados, 80 em média duração, 84 em longa duração e 28 em convalescença”.

“Sabemos bem o enorme esforço de investimento humano e financeiro que é realizado pelas instituições. O caso da Misericórdia de Vila Real é um excelente exemplo, mas todos reconhecerão, também, os montantes elevados que o Estado disponibiliza, nestas parcerias”, frisou Rui Santos, calculando que, em 2008, se prevê um investimento do Estado de 600 mil euros, só para funcionamento destas infra-estruturas.

O Director do CDSS de Vila Real recordou ainda que “o envelhecimento da população constitui um dos maiores desafios que se colocam, hoje, aos sistemas de Segurança Social e de Saúde, em Portugal e na Europa”, sendo de realçar que “de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, a conjugação de baixos níveis de fecundidade e de ganhos significativos na esperança de vida tem vindo a contribuir para um envelhecimento da população portuguesa: a população idosa (ou seja aquela que tem idade igual ou superior a 65 anos) que representava, em 1960, apenas 8 por cento do total da população residente em Portugal, elevou-se, em 2004, a 17 por cento, prevendo-se que venha a representar, em 2050, cerca de 32 por cento”.

A Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa vila-realense vai acompanhar os utentes acamados 24 horas sobre 24 horas, durante um período máximo de 90 dias, altura em que lhes é dada a alta domiciliária, sendo feita a reinserção na sociedade ou o encaminhamento para outra unidade, por exemplo, de longa duração.

 

Maria Meireles

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