O programa de celebrações assinala a classificação do Alto Douro Vinhateiro a 14 de dezembro de 2001. Após o término das festividades, será apresentado o Livro Verde do Douro 2050, que visa refletir sobre o futuro da região.
Álvaro Santos destacou que o Livro Verde pretende ser um “espaço de reflexão estratégica e participação coletiva”. O Dia do Vinho do Porto, que se realiza a 10 de setembro, também faz parte das comemorações, coincidindo com o aniversário da demarcação da região, que este ano completa 270 anos desde a sua criação em 1756.
O responsável pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte mencionou que as atividades incluirão dinâmicas culturais em cada município e várias ações de promoção e marketing territorial. Santos sublinhou que o Livro Verde será um “instrumento construído com o contributo dos municípios, universidades, centros de investigação, empresas, associações e comunidades locais”.
“Queremos identificar prioridades, discutir cenários e construir consensos em torno das grandes opções estratégicas para as próximas décadas”, afirmou. O empresário Mário Ferreira foi designado como comissário deste ciclo comemorativo.
A candidatura do Douro a Património Mundial começou na década de 1990 por iniciativa de várias entidades, incluindo o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) e a Associação Comercial do Porto. A Fundação Rei Afonso Henriques também desempenhou um papel importante ao mobilizar apoios institucionais e financeiros para assegurar a coordenação dos trabalhos preparatórios.
Em 1999, foi apresentado à UNESCO o estudo de viabilidade para formalizar a candidatura. O reconhecimento internacional foi alcançado em Helsínquia, na Finlândia, durante a 25.ª sessão do Comité do Património Mundial.
A CCDR-N é a entidade gestora responsável pelo bem classificado como Património Mundial da UNESCO e tem como responsabilidades a proteção, conservação e promoção desta paisagem cultural.




